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sexta-feira, 21 de março de 2025

Script de Podcast: O segredo da Maçonaria - Episódio 2

 

LuCaS

Episódio 2: Símbolos Maçônicos

Abertura Musical 🎵

Olá e bem-vindos ao segundo episódio de "O Segredo da Maçonaria." Eu sou LUIZ CARLOS SILVA, e hoje vamos explorar um dos aspectos mais intrigantes da Maçonaria: os símbolos. Esses emblemas são mais do que simples imagens; eles carregam significados profundos e são fundamentais para a prática maçônica. Vamos mergulhar no simbolismo que define a Maçonaria.

Segmento 1: Introdução ao Simbolismo Maçônico

O simbolismo é uma das bases fundamentais da Maçonaria, servindo como uma linguagem universal que conecta seus membros e transmite ensinamentos profundos de forma acessível. Cada símbolo maçônico carrega múltiplos significados, muitas vezes adaptáveis à experiência e interpretação pessoal de cada membro.

A Importância do Simbolismo

Desde os primórdios, a Maçonaria utiliza símbolos como ferramentas didáticas e espirituais. Eles atuam como um meio de preservar os ensinamentos da fraternidade e ao mesmo tempo estimular a reflexão. Por meio dos símbolos, conceitos abstratos, como moralidade, virtude e autoconhecimento, são representados de maneira tangível.

Alguns Símbolos Clássicos da Maçonaria

1. Esquadro e Compasso: Representam a retidão moral e a moderação nos atos e pensamentos. Também simbolizam o equilíbrio entre o material e o espiritual.

2. Pedra Bruta e Pedra Polida: A pedra bruta simboliza o homem em seu estado inicial, com imperfeições, enquanto a pedra polida representa o aprimoramento através do trabalho e do aprendizado maçônico.

3. Colunas do Templo: Comumente associadas às colunas J e B, simbolizam força e estabilidade, sendo pilares para o desenvolvimento do iniciado.

4. Olho que Tudo Vê: Representa a vigilância divina e o constante monitoramento das ações humanas, lembrando o maçom de agir com retidão.

5. Avental Maçônico: Símbolo de trabalho e pureza, o avental remete à origem operativa da Maçonaria, destacando a importância do esforço e da dedicação.

Simbolismo e o Caminho Iniciático

Os símbolos maçônicos não apenas decoram os rituais e templos, mas servem como guias ao longo do caminho iniciático. Cada símbolo convida o maçom à introspecção e à busca por significado, ajudando-o a progredir moralmente e espiritualmente.

Esta introdução ao simbolismo é apenas o começo de uma jornada fascinante.

Origem dos Símbolos Maçônicos

Os símbolos maçônicos têm suas raízes nas guildas de pedreiros medievais, onde os membros utilizavam ferramentas de construção como alegorias para transmitir conhecimentos e habilidades. Com o tempo, esses símbolos evoluíram e foram adotados pela Maçonaria especulativa, que se concentra no desenvolvimento moral e espiritual dos indivíduos, em vez de na construção física.

Segmento 2: O Esquadro e o Compasso

O Esquadro e o Compasso são, sem dúvida, símbolos dos mais emblemáticos e amplamente reconhecidos da Maçonaria. Sua força simbólica está em transmitir de forma clara e universal os ideais centrais da fraternidade.

Significados do Esquadro e do Compasso

1. Esquadro: 

O Esquadro simboliza a retidão moral, a honestidade e a justiça. Ele representa o dever do maçom de medir suas ações, pensamentos e palavras de acordo com princípios éticos. O Esquadro também serve como um lembrete para que os maçons ajam de forma justa e correta em todas as suas relações.

2. Compasso: 

O Compasso, por sua vez, é associado à moderação e ao autodomínio. Ele simboliza a capacidade do maçom de traçar limites ao seu comportamento e desejos, cultivando equilíbrio e harmonia em sua vida pessoal e nas interações com os outros.

3. A União dos Dois Símbolos: 

Juntos, o Esquadro e o Compasso representam o equilíbrio entre a moralidade (Esquadro) e a espiritualidade (Compasso). Eles também sugerem a busca pela perfeição, incentivando o maçom a harmonizar o material e o espiritual em sua vida.

Interpretações e Significados Específicos

Embora o significado desses símbolos possa variar dependendo da tradição ou rito maçônico, uma interpretação comum é que o Esquadro simboliza as leis e deveres terrenos, enquanto o Compasso remete ao infinito e à conexão do homem com o divino.

Muitas representações maçônicas incluem uma letra "G" no centro, que é frequentemente interpretada como uma referência a "God" (Deus, em inglês) ou "Geometry" (Geometria), ambas ideias centrais na filosofia maçônica.

O Esquadro e o Compasso não são apenas ferramentas simbólicas, mas pilares que guiam o pensamento e as ações dos maçons, convidando-os a viver de acordo com altos padrões éticos e espirituais.

Entrevista com um Maçom:

Entrevistador: Hoje temos conosco o Irmão LuCaS, um Mestre Maçom, que vai nos ajudar a entender melhor o significado do esquadro e do compasso.

Irmão LuCaS, o que esses símbolos significam para você em sua jornada maçônica?

Irmão LuCaS: Certamente, é um prazer estar aqui para compartilhar um pouco sobre o significado do Esquadro e do Compasso em minha jornada maçônica. Esses dois símbolos, que são tão reconhecidos dentro e fora da Maçonaria, carregam profundos ensinamentos que guiam nossas reflexões e ações.

Para mim, o Esquadro é uma constante lembrança de como devemos moldar nossas ações e pensamentos segundo princípios éticos e morais. Ele me ensina a buscar retidão em todas as minhas decisões, garantindo que minhas atitudes sejam sempre justas e equilibradas, tanto dentro da fraternidade quanto na vida pessoal.

Já o Compasso representa o autodomínio e a capacidade de impor limites a mim mesmo. Ele me inspira a manter o equilíbrio, seja nas emoções, nos desejos ou nos objetivos. É uma ferramenta simbólica que me ajuda a refletir sobre como traçar um círculo virtuoso ao redor da minha vida, protegendo aquilo que é essencial e mantendo meu crescimento espiritual e moral.

Juntos, o Esquadro e o Compasso simbolizam a busca pelo aperfeiçoamento constante. Eles me lembram da importância de harmonizar o material e o espiritual, um esforço diário que faço para me tornar uma pessoa melhor. Esses símbolos não apenas decoram os rituais ou os templos maçônicos, mas me convidam, constantemente, à introspecção e ao aprendizado.

A cada passo na jornada maçônica, percebo novos significados nesses símbolos, que continuam sendo guias poderosos para o meu desenvolvimento como maçom e como ser humano. Espero que essa reflexão possa trazer um pouco de luz para vocês sobre a profundidade desses emblemas!

Segmento 3: A Estrela Flamejante

A Estrela Flamejante é um dos símbolos mais fascinantes e profundos da Maçonaria. Repleta de significados, ela está associada à luz, ao conhecimento e à busca pela verdade, sendo um emblema central em diversas tradições maçônicas.

Significado da Estrela Flamejante

1. Luz do Conhecimento: 

A Estrela Flamejante simboliza a luz que ilumina o caminho do maçom em sua jornada de autoconhecimento e aperfeiçoamento espiritual. Ela representa o conhecimento superior e a sabedoria que guiam o homem em direção à verdade.

2. Centelha Divina: 

Em muitas interpretações, a estrela é vista como a manifestação da centelha divina que existe dentro de cada ser humano. Essa centelha nos conecta ao divino e à nossa própria espiritualidade.

3. Raios de Sabedoria: 

Os raios que emanam da estrela indicam a expansão do conhecimento e da iluminação espiritual, refletindo a influência que a sabedoria adquirida tem sobre a vida do maçom e sobre a sociedade ao seu redor.

4. O Pentagrama e Seus Significados: 

A Estrela Flamejante é frequentemente representada como um pentagrama, com cinco pontas. Cada ponta pode ser associada a elementos como os cinco sentidos, as cinco virtudes cardinais ou os cinco estágios do desenvolvimento humano. Além disso, na Maçonaria, o pentagrama costuma ser associado ao domínio da razão sobre os instintos.

Uso no Simbolismo Maçônico

A Estrela Flamejante é um dos principais símbolos utilizados nos graus iniciais da Maçonaria, especialmente no grau de Companheiro. Ela serve como um lembrete constante da importância de buscar a luz do conhecimento e de superar a ignorância.

Um Guia Espiritual

Mais do que um simples emblema, a Estrela Flamejante é um guia espiritual. Para o maçom, ela é um símbolo de inspiração e um incentivo para permanecer no caminho da virtude, mantendo-se firme diante das provações da vida.

Segmento 4: O Malhete e o Cinzel

O malho e o cinzel são ferramentas simbólicas que representam o trabalho e o esforço na construção de um caráter forte e virtuoso. O malhete simboliza a força de vontade e a determinação, enquanto o cinzel representa a precisão e a atenção aos detalhes. Juntos, eles nos lembram da importância de trabalhar continuamente na nossa melhoria pessoal.

Segmento 5: Pedra Bruta e Pedra Polida:

A Pedra Bruta e a Pedra Polida são dois dos símbolos mais significativos da Maçonaria, representando a jornada de transformação e aperfeiçoamento pessoal que cada maçom empreende ao longo de sua vida.

A Pedra Bruta

A Pedra Bruta simboliza o homem em seu estado inicial, com suas imperfeições, vícios e falta de conhecimento. Ela representa o início da jornada maçônica, quando o indivíduo, ao ser iniciado, é confrontado com a necessidade de se autoconhecer e trabalhar para refinar seu caráter. A Pedra Bruta nos lembra que o aperfeiçoamento é um esforço constante, que exige dedicação e disciplina.

A Pedra Polida

Por outro lado, a Pedra Polida representa o ideal maçônico de aperfeiçoamento. Ela simboliza o indivíduo que, por meio do trabalho e do aprendizado, conseguiu remover suas "arestas" — metáforas para suas falhas e limitações — e alcançou um estado de maior harmonia consigo mesmo e com o mundo ao seu redor. A Pedra Polida não é a perfeição absoluta, mas sim o progresso constante em direção a um melhoramento moral, espiritual e intelectual.

O Trabalho Simbólico

Na Maçonaria, o trabalho sobre a Pedra Bruta até transformá-la em Pedra Polida é um processo simbólico que ocorre no Templo Interior de cada maçom. É um convite para que cada um reflita sobre suas ações, pensamentos e comportamentos, buscando sempre evoluir como pessoa. Esse trabalho também simboliza a construção de um mundo melhor, com base na transformação individual.

A Pedra e a Jornada Iniciática

Esses símbolos são apresentados logo nos primeiros graus da Maçonaria, especialmente no grau de Aprendiz. Eles servem para inspirar o maçom a buscar o autoconhecimento e a reconhecer que o trabalho sobre si mesmo é essencial para a construção de um caráter justo e reto.

Segmento 6: O Olho que Tudo Vê

O Olho que Tudo Vê, também chamado de Olho da Providência, é um símbolo enigmático e poderoso da Maçonaria. Ele está associado à vigilância, ao conhecimento supremo e à presença divina.

Significado do Olho que Tudo Vê

1. A Presença Divina: 

O Olho que Tudo Vê simboliza a ideia de que há uma força superior — muitas vezes interpretada como o Grande Arquiteto do Universo — que observa e guia as ações humanas. Ele representa a onisciência divina, sugerindo que todas as ações e pensamentos dos maçons são vistas e avaliadas pelo divino.

2. Conexão com a Luz e o Conhecimento: 

Este símbolo também é associado à luz, representando o conhecimento, a sabedoria e a verdade. Para o maçom, ele serve como um lembrete de que a busca pela verdade e pela perfeição moral deve ser constante.

3. Responsabilidade Moral: 

O Olho que Tudo Vê inspira os maçons a serem responsáveis por seus atos, enfatizando a importância de viver de forma ética e em harmonia com os princípios maçônicos.

Representação e Contexto

Na iconografia maçônica, o Olho que Tudo Vê é frequentemente representado dentro de um triângulo ou irradiando luz, o que reforça sua ligação com a divindade, o equilíbrio e a perfeição. Ele aparece em diversas tradições e graus da Maçonaria, muitas vezes posicionado no alto dos templos ou acima dos altares, simbolizando a presença do Grande Arquiteto do Universo.

Reflexão para o Maçom

Mais do que um emblema visual, o Olho que Tudo Vê é um convite à introspecção e à vigilância interior. Ele motiva o maçom a agir com retidão, a refletir sobre suas escolhas e a reconhecer a presença constante de uma força superior.

As colunas J e B:

As Colunas J e B são símbolos de grande importância na Maçonaria, carregados de significados históricos e espirituais. Elas aparecem logo na entrada do Templo Maçônico e têm origem nas colunas descritas no Templo de Salomão, na tradição bíblica.

Significados das Colunas J e B

1. Joquim (J): 

A coluna J é interpretada como símbolo de estabilidade e estabelecimento divino. Seu nome, derivado do hebraico "Jachin," pode ser traduzido como "Ele estabeleceu," remetendo à ideia de ordem e equilíbrio que sustenta a construção do Templo, e, simbolicamente, a vida do maçom.

2. Boaz (B): 

A coluna B representa força. Seu nome, "Boaz," também vindo do hebraico, significa "nele está a força," evocando a ideia de poder e energia espiritual, fundamentais para vencer adversidades e construir algo duradouro.

A Simbologia Conjunta

Juntas, as colunas representam a dualidade que equilibra e sustenta o universo: força e estabilidade, masculino e feminino, luz e escuridão. Elas simbolizam a harmonia necessária para a edificação espiritual e moral. No contexto maçônico, elas guardam o limiar entre o mundo profano e o espaço sagrado do Templo, convidando o iniciado a refletir sobre o equilíbrio interno que deve buscar.

Aspectos Iniciáticos

As Colunas J e B também desempenham papel importante nos rituais maçônicos, especialmente nos graus iniciais. Ao passar por elas, o iniciado simbolicamente adentra um novo estágio de compreensão e crescimento, deixando para trás as limitações do mundo profano.

Encerramento

Os símbolos maçônicos são ferramentas valiosas para a reflexão e o crescimento pessoal. Eles nos incentivam a buscar a verdade, a desenvolver nossas virtudes e a agir com retidão. No próximo episódio, vamos explorar os ritos e cerimônias da Maçonaria, que são tão fundamentais para a prática maçônica.

Música de Encerramento 🎵


quinta-feira, 13 de março de 2025

Script de Podcast: O Segredo da Maçonaria - Episódio 1

EXEMPLOS DE PODCAST

Script de Podcast: O Segredo da Maçonaria

LuCaS

Introdução:

Abertura Musical 🎵

Olá, e bem-vindos ao “O Segredo da Maçonaria”!

Eu sou Luiz Carlos Silva, seu anfitrião, e neste podcast iremos explorar o fascinante mundo da Maçonaria, revelando seus mistérios, desvendando mitos e apresentando as verdades sobre esta fraternidade histórica. A Maçonaria, muitas vezes envolta em mistério e mal-entendidos, possui uma rica tradição de filosofia, ética e ação comunitária. Nosso objetivo aqui é trazer clareza e uma compreensão mais profunda sobre o que realmente significa ser maçom.

Em cada episódio vamos abordar temas como os símbolos maçônicos, os rituais, as contribuições históricas e as influências culturais, sempre com o intuito de desmistificar e esclarecer. Prepare-se para uma jornada de descobertas que mostrará a Maçonaria de uma maneira que você nunca viu antes.

Fique conosco e mergulhe neste universo cheio de sabedoria, mistérios e revelações. Bem-vindo ao "Desmistificando a Maçonaria"!

Música de Encerramento 🎵

 Episódio 1: O que é a Maçonaria?

Abertura Musical 🎵

Sejam bem-vindos ao primeiro episódio de “O Segredo da Maçonaria”. Hoje vamos começar nossa jornada explorando a questão fundamental:

O que é a Maçonaria?

A Maçonaria é uma fraternidade secular, com raízes que remontam a centenas de anos. Apesar de muitas vezes ser envolta em mistério, a Maçonaria é, em sua essência, uma organização que busca promover a moralidade, a caridade e a verdade entre seus membros. Mas, de onde ela veio e como ela evoluiu?

Segmento 1: Breve Histórico da Maçonaria

A história da Maçonaria é rica e complexa. Sua origem exata é um tema de debate, mas muitas teorias assinalam para suas raízes nos pedreiros medievais, que construíam as grandes catedrais e castelos da Europa. Estes pedreiros, ou maçons, formaram guildas para proteger seus conhecimentos e habilidades. Com o tempo, essas guildas evoluíram para organizações que não apenas incluíam trabalhadores da construção, mas também intelectuais e nobres.

No início do século XVIII, a Maçonaria moderna começou a tomar forma com a criação da Grande Loja de Londres em 1717. Desde então, a Maçonaria se espalhou pelo mundo, adotando diferentes ritos e tradições conforme se adaptava a diferentes culturas.

Segmento 2: Princípios e Valores Maçônicos

Os princípios e valores maçônicos são a espinha dorsal dessa fraternidade secular. Eles orientam o comportamento de seus membros e sustentam as práticas da Maçonaria ao longo dos séculos. Aqui estão os principais:

Princípios Maçônicos

1. Liberdade: A Maçonaria promove a liberdade individual e de pensamento. Cada maçom é incentivado a buscar a verdade por meio do diálogo, da reflexão e do aprendizado contínuo.

2. Igualdade: Dentro da Maçonaria, todos os membros são tratados como iguais, independentemente de sua posição social, religião, raça ou cultura. A igualdade é vista como um pilar essencial para construir uma sociedade mais justa.

3. Fraternidade: A solidariedade entre os membros é um valor central. A Maçonaria fomenta a amizade, o apoio mútuo e o respeito entre seus integrantes.

4. Progresso Moral: A busca pelo aperfeiçoamento moral e espiritual é outro princípio fundamental. A Maçonaria incentiva seus membros a serem pessoas melhores, tanto no nível individual quanto coletivo.

5. Tolerância: Respeitar opiniões divergentes é essencial. A Maçonaria valoriza o diálogo respeitoso e a convivência harmoniosa entre diferentes crenças e pontos de vista.

Valores Maçônicos

- Filantropia: O compromisso com o bem-estar da sociedade é um valor importante. Muitas Lojas Maçônicas realizam ações beneficentes e projetos sociais.

- Sabedoria: Os maçons são incentivados a buscar o conhecimento e a usar a razão como uma ferramenta para compreender o mundo.

- Justiça: Agir com ética e retidão é fundamental. A Maçonaria valoriza a justiça como um norteador das ações humanas.

- Disciplina: O caminho maçônico exige comprometimento e autocontrole, refletindo na dedicação a rituais e estudos.

- Sigilo: O respeito ao sigilo é um valor essencial, garantindo que os ensinamentos e práticas maçônicas sejam preservados como parte de sua tradição.

A Aplicação dos Princípios

Esses princípios e valores não são apenas teóricos, mas também práticos. Eles orientam a conduta dos maçons em suas vidas pessoais, no trabalho e na sociedade, promovendo ações que refletem integridade, altruísmo e respeito.

Segmento 3: Estrutura e Organização

A Maçonaria possui uma estrutura e organização bem definidas, que garantem o funcionamento harmonioso da fraternidade e a preservação de suas tradições ao longo dos séculos. Aqui está uma visão geral:

Estrutura Geral da Maçonaria

1. Lojas Maçônicas (ou Oficinas):

As Lojas são a base da organização maçônica. Cada Loja é uma unidade autônoma que reúne maçons e organiza reuniões para a realização de rituais, estudos e debates. É o local onde os ensinamentos maçônicos são praticados. Cada Loja possui um nome e um número que a identifica.

2. Grandes Lojas e Grandes Orientes: 

As Lojas são subordinadas a uma Grande Loja ou a um Grande Oriente, que exerce autoridade jurisdicional sobre um território específico, normalmente dentro de um país ou estado. Essas entidades são responsáveis por regular e supervisionar as atividades das Lojas, além de preservar a conformidade com as constituições maçônicas.

3. Organizações Internacionais: 

Apesar de a Maçonaria não possuir uma liderança centralizada globalmente, algumas organizações e pactos internacionais promovem a interação e o reconhecimento mútuo entre as Grandes Lojas e Orientes de diferentes países. No entanto, cada Grande Loja é soberana.

Os Graus Maçônicos

A Maçonaria é organizada em diferentes graus, que representam etapas de aprendizado e desenvolvimento pessoal:

- Graus Simbólicos (ou da Loja Azul): 

- Aprendiz 

- Companheiro 

- Mestre Maçom 

Esses graus são comuns a todas as Lojas e constituem a base da Maçonaria.

- Graus Filosóficos ou Superiores:

Algumas vertentes maçônicas oferecem graus além dos simbólicos, como os do Rito Escocês Antigo e Aceito, que possui 33 graus, e os do Rito de York, cada um com suas características e ensinamentos.

Cargos e Funções nas Lojas

Dentro de cada Loja, os membros ocupam cargos específicos com responsabilidades distintas:

- Venerável Mestre: Líder da Loja, responsável por presidir as reuniões. 

- Primeiro e Segundo Vigilantes: Auxiliam na condução das atividades e supervisionam o progresso dos membros. 

- Orador: Garante que os regulamentos sejam seguidos e reflete sobre os temas discutidos. 

- Secretário: Administra a documentação e as correspondências da Loja. 

- Tesoureiro: Gerencia os recursos financeiros. 

- Mestre de Cerimônias: Organiza e coordena os rituais. 

Os Ritos Maçônicos

A Maçonaria é organizada por diferentes Ritos, que são conjuntos de práticas, rituais e filosofias. Entre os mais conhecidos estão:

- Rito Escocês Antigo e Aceito: Um dos mais difundidos, com 33 graus.

- Rito de York: Popular nos Estados Unidos, com características distintas.

- Rito Moderno ou Francês: Focado nos graus simbólicos.

Essa estrutura é o que mantém a coesão da Maçonaria, ao mesmo tempo que permite uma diversidade de práticas e adaptações locais.

Encerramento

A Maçonaria é, portanto, uma organização complexa e multifacetada, com uma rica história e um conjunto de valores que continuam a inspirar seus membros até hoje. No próximo episódio, vamos explorar os símbolos maçônicos e o que eles representam.

Música de Encerramento 🎵

Lembro aos Amados Irmãos e Leitores que este é um Script para exemplificar um Podcast.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Podcast dedicado à Maçonaria

 

LuCaS

Estimados irmãos e dirigentes da nossa venerável Ordem,

 

Hoje, vivemos em um mundo onde a comunicação e o acesso à informação são mais rápidos e abrangentes do que jamais imaginamos. Nesse cenário, a maçonaria, com sua rica história, valores e ensinamentos, tem uma oportunidade única de se destacar e se conectar com um público mais amplo.

A criação de um podcast dedicado à maçonaria é mais do que uma simples iniciativa de comunicação. É uma chance de compartilhar nossos ideais, esclarecer dúvidas e desmistificar a nossa Ordem. Através desse meio, podemos alcançar tanto os irmãos espalhados pelo mundo quanto aqueles que têm curiosidade sobre nossos princípios e objetivos.

Um podcast permitiria:

1.      Educação e Esclarecimento: Explicar a história, os símbolos e os rituais da maçonaria, contribuindo para um melhor entendimento e apreciação da nossa fraternidade.

2.       Engajamento e Unidade: Proporcionar um espaço para diálogos, entrevistas e debates, fortalecendo os laços entre os irmãos e promovendo a unidade dentro da Ordem.

3.       Visibilidade e Relevância: Mostrar à sociedade a relevância da maçonaria nos dias de hoje, destacando nossas ações filantrópicas, nossos valores morais e nosso compromisso com o bem-estar da humanidade.

A criação de um podcast não requer grandes investimentos financeiros, mas sim dedicação e amor à causa maçônica. Com a colaboração de todos nós, podemos produzir conteúdo de qualidade, que reflita a essência da nossa Ordem e inspire tanto os maçons quanto o público em geral.

Convido todos os irmãos a refletirem sobre essa proposta e a unirem esforços para transformar essa ideia em realidade. Vamos utilizar a tecnologia a nosso favor, dando voz aos nossos ideais e espalhando a luz da maçonaria pelo mundo.

Juntos, podemos fazer a diferença. Vamos abraçar essa oportunidade e mostrar ao mundo a força e a beleza da nossa fraternidade.

Apresento, por oportuno, alguns temas interessantes que podem ser discutidos no podcast sobre a maçonaria:

1. História e Origem:

– A origem e a evolução histórica da maçonaria.

– Influências históricas nas diferentes tradições maçônicas ao redor do mundo.

2. Simbologia:

– Significados dos principais símbolos maçônicos.

– A importância dos símbolos no progresso através dos graus.

3. Graus Iniciáticos:

– Descrição dos graus simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre).

– Explicações e rituais associados a cada grau.

4. Ritos e Tradições:

– Diferenças e semelhanças entre os diversos ritos maçônicos (Rito Escocês Antigo e Aceito, Rito de York, Rito Adonhiramita etc.).

– Como cada rito aborda os graus superiores e os temas de espiritualidade.

5. Grandes Lojas e Organizações:

– Estrutura e funcionamento das Grandes Lojas.

– Cooperações internacionais (DeMolay, Shriners, Ordem da Estrela do Oriente etc.) e o impacto global da maçonaria.

6. A Maçonaria e a Sociedade:

– Contribuições da maçonaria para a sociedade ao longo da história.

– Projetos filantrópicos e de caridade promovidos pelos maçons.

7. Convidados Especiais:

– Entrevistas com membros ativos da maçonaria.

– Histórias pessoais e experiências dentro da Ordem.

8. Mulheres e Maçonaria:

– O papel das mulheres na maçonaria.

– Ordens maçônicas femininas e mistas.

9. Espiritualidade e Filosofia:

– Discussões sobre os princípios filosóficos e espirituais da maçonaria.

– A relação da maçonaria com outras tradições esotéricas.

10. Modernidade e Tecnologia:

– A maçonaria na era digital.

– Como as lojas maçônicas estão adaptando suas práticas e rituais às novas tecnologias.

Esses temas oferecem um leque amplo de assuntos que podem atrair tanto maçons quanto aqueles interessados em aprender mais sobre a Ordem.

TFA

quarta-feira, 5 de março de 2025

RESUMO DAS ESCOLAS DE PENSAMENTO MAÇÔNICO


LuCaS

Este documento tem como objetivo apresentar as diferentes Escolas de Pensamento Maçônicos. Considerando que todas essas quatro escolas influenciaram e ainda influenciam, de uma forma ou de outra, praticamente todos os escritores e historiadores maçônicos, é essencial destacar cada uma delas e suas características mais importantes. O conhecimento dessas escolas é fundamental para a interpretação das ideias e ações dos membros da Maçonaria ao longo dos diversos eventos e acontecimentos históricos.

  • 1.  Escola Autêntica ou Histórica

A abordagem desta escola baseia-se no exame minucioso das antigas tradições da Ordem Maçônica, utilizando registros autênticos acessíveis ao historiador, como atas de Lojas, documentos legais e outros registros disponíveis. Com registros escritos sobre a Maçonaria especulativa datando pouco antes de seu renascimento em 1717, e atas operativas mais antigas remontando a 1598, os defensores desta escola apontam as Lojas e Corporações da Idade Média como origem da Maçonaria. Eles acreditam que os elementos especulativos (símbolos, alegorias etc.) foram enxertados posteriormente ao tronco operativo. Ao aceitar que o simbolismo e o cerimonial maçônico são anteriores a 1717, esta escola limita sua busca aos construtores medievais.

  • 2.   Escola Antropológica ou Primitiva

Esta escola aplica descobertas antropológicas ao estudo da Maçonaria, alcançando resultados notáveis. Antropologistas reuniram vastas informações sobre costumes religiosos e iniciáticos de diversos povos, antigos e modernos. Estudiosos maçônicos identificaram, neste campo, sinais e símbolos dos graus especulativos e operativos em pinturas murais, esculturas, gravuras e edifícios das principais culturas do mundo, encontrando semelhanças entre civilizações que não tiveram contato físico. Esta escola atribui à Maçonaria uma antiguidade maior do que a reconhecida pelos historiadores tradicionais, fazendo analogias com os antigos Mistérios de várias nações e suas cerimônias semelhantes às das Lojas Maçônicas atuais. As investigações antropológicas revelam que os maçons são herdeiros de uma tradição antiquíssima, ligada aos mais sagrados mistérios do culto religioso.

  • 3.   Escola Mística ou Teológica

Esta escola explora os mistérios da Ordem pela perspectiva do despertar espiritual e do desenvolvimento interior do homem. Pensadores desta filosofia, analisando suas experiências espirituais, afirmam que os graus da Ordem simbolizam estados de consciência que precisam ser despertados individualmente pelos iniciados para atingirem e conquistarem os tesouros do espírito. Eles testemunham a validade dos ritos maçônicos em uma dimensão que pertence mais à religião do que à ciência. O objetivo do misticismo é a união consciente com Deus, e a Oficina retrata o caminho para esse objetivo, oferecendo um roteiro para orientar a jornada do buscador do Supremo. Esses seguidores priorizam a interpretação dos símbolos ao invés da pesquisa histórica, buscando viver de acordo com os símbolos da Ordem para alcançar a realidade espiritual que representam.

  • 4.   Escola Oculta ou Esotérica

O principal postulado desta escola é a eficácia sacramental do cerimonial maçônico quando executado de maneira correta e regular. Pode ser definida como o estudo e conhecimento do lado oculto da natureza através dos poderes internos do homem, geralmente adormecidos na maioria das pessoas. Esses poderes podem ser despertados e treinados por meio de disciplina e meditação cuidadosas. O objetivo do ocultista é alcançar a união com Deus através do conhecimento e da vontade, treinando toda a sua natureza - física, emocional e mental - até que se torne uma expressão perfeita do espírito divino interno, permitindo que seja um instrumento eficiente no grande Plano de Deus para a evolução humana, simbolizado pela construção do Santo Templo na Maçonaria. Para o ocultista, a observância exata das formas é crucial, e, através da magia cerimonial, ele cria um veículo para que a luz divina possa descer e se difundir em auxílio ao mundo, invocando a ajuda de Anjos, espíritos da natureza e outros seres dos mundos invisíveis. A Maçonaria pode se adaptar às necessidades de cada irmão para promover seu bem-estar e integração.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A BATALHA DE DAVI E GOLIAS

 

A batalha entre Davi e Golias é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia, especificamente do Antigo Testamento. É relatada no primeiro livro de Samuel, capítulo 17. A narrativa conta como o jovem Davi, um simples pastor, enfrentou e derrotou o gigante guerreiro filisteu Golias com apenas uma funda e uma pedra. Esta história é frequentemente vista como um exemplo de fé, coragem e a ideia de que o poder de Deus pode ajudar os aparentemente fracos a vencerem os fortes.

Nos tempos atuais, a história de Davi e Golias pode ser vista como uma metáfora poderosa para desafios pessoais e sociais. Davi, com sua simplicidade e coragem, representa qualquer pessoa que enfrenta obstáculos aparentemente insuperáveis. Golias simboliza esses desafios gigantescos que surgem em nossas vidas, sejam eles injustiças, dificuldades financeiras, doenças ou qualquer outra adversidade que exija coragem e fé para serem superadas.

A história nos lembra que, com determinação, fé e inteligência, é possível vencer até os desafios mais assustadores. Este é um lembrete valioso em um mundo onde somos constantemente confrontados com problemas complexos e muitas vezes desanimadores. A abordagem inovadora e estratégica de Davi – utilizando uma funda em vez de se envolver em combate corpo a corpo – também reforça a importância da inovação e da criatividade, especialmente em um cenário de negócios onde empresas menores e mais ágeis frequentemente superam concorrentes maiores através de soluções inovadoras.

No contexto maçônico, a história de Davi e Golias adquire uma camada adicional de significado através dos seus ricos simbolismos.

Davi, o jovem pastor, pode ser visto como o Aprendiz Maçom, que inicia sua jornada com humildade, determinação e um desejo profundo de crescimento moral e intelectual. O gigante Golias representa os obstáculos e desafios que o Aprendiz enfrenta ao longo de sua jornada de aperfeiçoamento, utilizando-se da Régua, do Malho e do Cinzel com a inteligência e a razão.

Para o Companheiro Maçom, que avança no conhecimento e na prática maçônica, a história de Davi e Golias simboliza a superação dos desafios através do estudo, da observação e do uso habilidoso das ferramentas adquiridas ao longo da vida. A funda e a pedra de Davi podem simbolizar as ferramentas maçônicas, como o Esquadro, a Alavanca e o Compasso, que representam a retidão, a moralidade e a aplicação prática do conhecimento.

A Alavanca, em particular, simboliza a importância de aplicar o conhecimento adquirido de maneira prática e útil para gerar benefícios reais e tangíveis. Assim como uma alavanca é usada para realizar trabalho físico, o maçom deve utilizar seu conhecimento de forma estratégica e eficaz para superar os desafios da vida.

Assim como Davi utilizou essas ferramentas de maneira inteligente e estratégica, o Companheiro Maçom é encorajado a usar suas ferramentas simbólicas com sabedoria e virtude para superar os obstáculos e alcançar o aperfeiçoamento moral e intelectual.

Para o Mestre Maçom, a história é um lembrete da importância da liderança, da sabedoria e da benevolência.

O Mestre Maçom deve guiar e apoiar os Aprendizes e Companheiros, ajudando-os a superar seus próprios "Golias" internos e externos. A vitória de Davi sobre Golias pode ser vista como uma representação da vitória do conhecimento e da luz sobre a ignorância e a escuridão. No simbolismo maçônico, essa luta constante pela iluminação e pelo aperfeiçoamento é central para o progresso do indivíduo e da sociedade como um todo.

Essa interpretação reforça a ideia de que, independentemente do tamanho dos desafios que enfrentamos, a fé, a coragem e o uso sábio das ferramentas que possuímos podem nos ajudar a triunfar. É um poderoso lembrete de que, com determinação e inovação, os desafios mais formidáveis podem ser superados.

LuCaS

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

O Esquadro, o Compasso e a Bíblia

 O Esquadro,  o Compasso e a Bíblia 

LuCaS


A Maçonaria, uma das mais antigas e enigmáticas sociedades fraternas do mundo, emprega símbolos poderosos e profundamente significativos para transmitir seus princípios filosóficos e morais. Entre esses símbolos, destacam-se o esquadro, o compasso e a Bíblia, que juntos formam uma representação rica e complexa de valores e aspirações.

O esquadro, com suas linhas retas e ângulos precisos, é símbolo de retidão, justiça e equilíbrio. Representa a harmonia, os limites e a responsabilidade que devem ser mantidos no mundo físico. É um lembrete constante da importância da honestidade, da integridade e da vida correta em nossas ações diárias.

Por outro lado, o compasso, com sua capacidade de traçar círculos perfeitos, simboliza a sabedoria, o conhecimento e a criação. É uma ferramenta que inspira limites e autocontrole, ligando-se à espiritualidade e ao crescimento pessoal. O compasso nos lembra de expandir nossos horizontes, buscar a perfeição e manter o equilíbrio interior.

Quando unidos, o esquadro e o compasso representam a união harmoniosa entre a matéria e o espírito. Eles simbolizam a harmonia entre a razão e a intuição, a conexão entre a humanidade e a divindade, e a busca incessante pela perfeição moral e espiritual. Essa combinação reflete a essência da Maçonaria: o equilíbrio entre o mundo tangível e o intangível, entre o físico e o metafísico.

A Bíblia, que serve de base para esses símbolos, é um poderoso emblema da verdade divina, sabedoria ancestral, moralidade e ética. Representa o fundamento espiritual sobre o qual os maçons constroem suas vidas e suas crenças. A Bíblia é um guia espiritual que fornece ensinamentos profundos e inspirações morais, representando a busca pela verdade e pela união com o divino.

Essa representação simbólica na Maçonaria não é apenas um conjunto de emblemas, mas sim um reflexo da busca contínua pela perfeição, pelo equilíbrio, pela sabedoria e pela união com o divino. É um convite para que cada maçom explore seu potencial, cresça em virtude e se esforce para alcançar a excelência em todas as facetas da vida.

TFA

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Para Falar de Maçonaria: Diálogos Com o Sagrado

 Para Falar de Maçonaria: Diálogos Com o Sagrado

Por LuCaS

 

INTRODUÇÃO 


O termo Loja, tal qual é empregado na Maçonaria, encerra uma variedade de significados. Tradicionalmente refere-se ao conjunto de maçons reunidos em assembleia. Isto leva-nos a distinguir Loja de Templo, pois enquanto o Templo é o edifício onde os maçons se reúnem, a Loja é a própria reunião em si mesma. Assim sedo, esta pode ser realizada em qualquer lugar que ofereça condições para tanto, sem precisar, obrigatoriamente, que esta seja feita dentro de um Templo. Assim, o termo Loja assume um amplo leque de significados, que resumem a tradição que a assembleia de maçons pretende refletir.

O termo Loja designa, também, o local em que esta assembleia se realiza; é o local de reunião dos Obreiros da Loja para a prática da liturgia maçônica.

No estudo dos seus símbolos, é ensinado que a forma da Loja é de um retângulo, isto é, uma figura alongada, de quatro lados; seu comprimento é do Leste a Oeste; sua largura do Norte ao Sul; sua profundidade da superfície ao centro da Terra; e sua altura, da Terra ao Céu. Simbolizando a universalidade da Sublime Instituição e mostrando que a caridade do Maçom não tem limites, a não ser os ditados pela prudência. E mais, Orienta-se a Loja de Leste a Oeste porque, como todos os lugares de culto divino e antigos Templos, as Lojas Maçônicas assim devem estar, por três razões: primeira, o Sol, que é a maior Glória do Grande Arquiteto do Universo, nasce no oriente e se oculta no ocidente; segunda, a civilização e a ciência vieram do oriente, espalhando as mais benéficas influências para o ocidente; e terceira, a doutrina do amor e da fraternidade e o exemplo do cumprimento da lei vieram, também, do oriente para o ocidente, trazidos pelo Divino Mestre.

Em seus ensinamentos, informa-se, também, que a primeira notícia que se tem de um local destinado, exclusivamente, ao culto Divino, é a do Tabernáculo, erigido, no deserto, por Moisés, para receber a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei. Esse Tabernáculo, cuja orientação era de leste para oeste, serviu, muito tempo depois, de modelo, na sua planta e posição, ao magnífico Templo erigido em Jerusalém pelo rei Salomão, sábio e poderoso monarca dos israelitas, e cujo esplendor e riqueza fizeram com que fosse considerado como a maior maravilha da época. Eis porque as Lojas Maçônicas, representando, simbolicamente, o Templo de Salomão.

A Loja Maçônica se apoia e é sustentada por três grandes colunas, denominadas Sabedoria, Força e Beleza. A Sabedoria inventa e cria, a Força sustenta e anima e a Beleza adorna. A Sabedoria deve orientar o homem no caminho da vida; a Força, deve animá-lo e o sustentar em todas as dificuldades; e a Beleza, adornar todas as suas ações, seu caráter e espírito. Isto, porque o universo é o Templo da Divindade, a quem servimos, e a Sabedoria, a Força e a Beleza estão em volta do Seu Trono, como pilares de Suas Obras, porque Sua Sabedoria é Infinita, Sua Força Onipotente e Sua Beleza manifesta-se em toda Sua Criação pela simetria e pela ordem.

A Loja, como espaço físico onde os Maçons se reúnem para a prática dos seus trabalhos, tem, internamente, a forma de um retângulo de comprimento igual ao triplo de sua largura, sendo dividido, no sentido longitudinal, ou do seu maior eixo, em três partes: a primeira compreende o Oriente, a segunda engloba o Ocidente, o Norte e o Sul, e a terceira corresponde ao Átrio.

A comunicação com o exterior é feita por uma única porta de duas folhas, que se abrem para o Átrio, situada no Ocidente.

O soalho do Ocidente é representado pelo Pavimento Mosaico, constituído de ladrilhos quadrados brancos e pretos, dispostos, alternadamente, em diagonal.

No Ocidente, ao longo das paredes laterais, erguem‑se as doze Colunas Zodiacais – equidistantes entre si e dispostas seis ao Norte e seis ao Sul.

Próximo ao fundo do Oriente, sobre um estrado de três degraus, que significam Pureza, Luz e Verdade, e sob um Dossel, eleva‑se o Trono do Venerável Mestre.

À frente do Trono, sobressaindo‑se sobre os demais em dimensão, fica o Altar do Venerável Mestre, e sobre o qual devem estar um malhete, um candelabro de três braços, uma coluneta jônica, a Espada Flamejante, a Constituição e o Regulamento da Grande Loja, o Estatuto da Loja, um exemplar do Ritual do Grau.

As luminárias sobre os Altares do Venerável Mestre e dos Vigilantes são obrigatórias porque estas Dignidades simbolizam a Luz do conhecimento, do entendimento e da razão de uma Loja Maçônica, daí porque serem também chamados de Luzes.

Atrás do Trono e junto à parede fica o Retábulo, ou Painel do Oriente, no qual brilharão, ao centro, o Delta Sagrado, também chamado de Delta Luminoso ou Delta Radiante ostentando no seu interior o Olho Onividente ou o nome hebraico de Deus, formado pelas letras hebraicas Iod-He-Vau-He, ou, ainda, pelo menos, a primeira letra deste nome – Iod –, tendo à sua direita o Sol, e à sua esquerda, a Lua em quarto crescente.

No Ocidente, coloca‑se o Altar dos Juramentos, sobre o qual repousam o Livro* da Lei, um Esquadro e um Compasso.

*(O Livro da Lei é o Livro Sagrado de cada religião onde seus adeptos julgam existir as verdades pregadas por seus profetas. Assim, o juramento deve ser prestado sobre o Livro Sagrado da crença do Iniciando, pois, pelos princípios básicos da Maçonaria, deve haver o máximo respeito às crenças de cada um).

No eixo longitudinal da Loja, voltado para o Ocidente, o Painel Alegórico.

No Oriente, o Painel Simbólico.

o Altar dos Perfumes, denominado, também, em determinadas cerimônias maçônicas, de Altar da Consagração.

No Ocidente, próximo à Coluna B. – entre o assento do Cobridor Externo e do 1o  Experto –, estará uma pedra de forma e contornos irregulares, denominada Pedra Bruta, enquanto que, próximo à Coluna J. – entre o assento do Cobridor Externo e do 2o  Experto –, estará uma pedra de superfície lisa e polida, perfeitamente esquadriada e de faces iguais, denominada Pedra Cúbica.

No ângulo sudoeste da Loja fica o Altar das Abluções sobre o qual descansa o Mar de Bronze, enquanto que, no ângulo noroeste da Loja, em posição diametralmente oposta, fica o Altar do Fogo da Purificação, usado nas iniciações.

O teto da Loja, com sua decoração estelar entremeada de nuvens com os matizes de cor – do vermelho ao alaranjado, ao amarelo, ao azul e ao negro –, mostrando a transição do dia, ou da Luz (Oriente), para a noite, ou para as trevas (Ocidente), representa a abóbada celeste de uma noite de 24 de junho no hemisfério norte.

O Átrio, compartimento vestibular da Loja, é uma antecâmara que precede a porta de entrada e faz comunicação com a Sala dos Passos Perdidos e a Câmara de Reflexão.

Junto à parede ocidental e ladeando o Portal elevam‑se as duas, a coluna colocada a esquerda de quem entra na Loja, tem insculpida no fuste a letra "B", enquanto que a coluna colocada a direita de quem entra na Loja, tem insculpida no seu fuste a letra "J". Essas colunas, simbolicamente, separa o “profano” do “sagrado”.

O sagrado é um espaço artificial padronizado que inventa uma Tradição marcada pela escolha do que é sagrado. Aderir a esta escolha destacaria a função transitória e não substancial do sagrado.

Cada tradição religiosa organiza o espaço sagrado de acordo com as suas crenças. As igrejas, capelas, catedrais e santuários católicos são decorados com vitrais, imagens, estátuas, entre outros símbolos.

Nos templos evangélicos não há imagens religiosas, mas podem ter vitrais decorativos e simbólicos.

Terreiro é o nome do espaço sagrado das religiões Afro-Brasileiras.

Sinagoga é o espaço sagrado do Judaísmo, onde aos sábados os seguidores desta religião se reúnem para o culto semanal.

A mesquita é o local de oração dos muçulmanos. Eles costumam reunir-se nas sextas-feiras ao meio dia para a oração comunitária.

O centro espírita é o local de reuniões e estudos da doutrina dos seguidores do Espiritismo.

Entre outras funções os espaços sagrados destinam-se:

Ao contato com o sagrado;

À realização de práticas devocionais e rituais;

Às celebrações religiosas;

Às reuniões de ensino e pregação.

A Maçonaria sendo uma instituição secular, por muitos considerada milenar, embora progressista, é também arcaica pois é herdeira e guardiã dos antigos mistérios e filosofias das mais antigas religiões.

Quanto ao ensino, pregação, e suas práticas rituais e suas celebrações, a Maçonaria tem sido definida por vários modos.

"A Ordem Maçônica é uma associação de homens sábios e virtuosos que se consideram irmãos entre si e cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente unidos por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando‑se, uns aos outros, na prática das virtudes”.

"É um sistema de moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos".

Embora imperfeitas, essas definições nos dão a convicção de que a Ordem Maçônica foi, sempre, e deve continuar a ser, a união consciente de homens, virtuosos, desinteressados, generosos e devotados, irmãos livres e iguais, ligados por deveres de fraternidade, para se prestarem mútua assistência e concorrerem, pelo exemplo e pela prática das virtudes, para esclarecer os homens e prepará‑los para a emancipação progressiva e pacífica da Humanidade.

É, pois, um sistema e uma escola não só de moral, como de filosofia social e espiritual, reveladas por alegorias e ensinadas por símbolos, guiando seus adeptos à prática e ao aperfeiçoamento dos mais elevados deveres do homem cidadão.

Para evitar o afastamento de seus nobres e sublimes fins, a Maçonaria exige que só sejam iniciados em seus Augustos Mistérios aqueles que, crendo na existência de Deus e em Sua Vontade Revelada, bem compreendam os deveres sociais e, alheios a elogios mútuos e inclinações contrárias aos rígidos princípios da moralidade, a busquem, movidos pelos altos interesses do amor fraternal.

A Maçonaria proclama, como sempre proclamou, desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo.

Para elevar o homem aos próprios olhos e torná‑lo digno de sua missão sobre a Terra, a Maçonaria erige em dogma que o Grande Arquiteto do Universo deu ao mesmo, como o mais precioso dos bens, a Liberdade, patrimônio da Humanidade inteira, cintilação celeste que nenhum poder tem o direito de obscurecer ou de apagar, pois que é a fonte de todos os sentimentos de honra e de dignidade.

Os ensinamentos maçônicos induzem seus adeptos a dedicarem‑se à felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e a justiça lhes imponham esse dever, mas porque esse sentimento de solidariedade é a qualidade inata que os fez filhos de Deus e amigos de todos os homens, fiéis observadores da Lei do Amor Universal.

Pelo exposto, vê-se que a maçonaria é, portanto, religiosa e exige a religiosidade do pretendente ao ingresso nos seus Augustos Mistérios, seja essa pessoa Teísta, Deísta ou Gnóstica, isto é, “religioso”. Por outro lado, a “maçonaria” se desvia desses princípios e que admite em seus quadros pessoas a-religiosas, ateus etc. é considerada “maçonaria” espúria, irregular, não sendo, portanto, reconhecida como uma entidade Maçônica.

A “aparente” separação entre o profano e o sagrado é um limite da transformação cultural ou religiosa do objeto – ou da pessoa – que manifesta o sagrado ao tornar-se outra coisa, permanecendo ele mesmo. O sagrado na Maçonaria é um princípio de separação e integração onde o profano e o sagrado são definidos em relação um ao outro.

A iniciação é uma série de cerimônias que visam incorporar o neófito à Tradição. Ele então deixará o mundo puramente profano para entrar no círculo das coisas sagradas. Ora, esta mudança de estado é concebida não como o desenvolvimento simples e regular de potenciais pré-existentes, mas como uma transformação de toda a substância. Diz-se que neste momento morre o profano, isto é, que determinada pessoa que era deixa de existir e que outra, instantaneamente, substitui a anterior. Renasce, então, sob uma nova forma, numa dialética dentro/fora.

A tentativa de responder à pergunta “Como passar do profano ao sagrado na Maçonaria?” apresenta-se como uma série de questões sobre as práticas maçônicas para interpretá-las no que diz respeito aos seus papéis nesta transição.

Aqui está uma lista que pode fazer você querer abordá-los com mais profundidade.

a). Como o sagrado se distingue do profano?

b). Como o sagrado é produzido na loja?

c). Como ocorre a separação? Como a separação das roupas profanas conduz ao sagrado? Como funciona o ritual? O que são essas portas? O cobridor, um pedreiro que nos protege? A abertura dos trabalhos é uma hierofania? Quais são os limites do tempo sagrado no vestuário?

d). Onde está o sagrado na loja? Em primeiro lugar, o que é necessário para que um espaço seja um lugar sagrado? Então, a loja é um templo? Existem níveis de sacralidade na loja? O pavimento mosaico é apenas uma decoração de piso? A Câmara de Reflexões é então o centro da sacralidade? Não é o altar dos juramentos mais sagrado pelo que ali está depositado? Por que o Livro Lei é sagrado? A interseção do esquadro e do compasso participa do sagrado? O quadro de traçar (ou Painel da Loja) é mais sagrado do que pensamos? Os juramentos feitos diante do altar tornam-se sagrados? Por serem únicas, a pedra angular* e a pedra fundamental estabelecem a sacralidade da construção?

*(A pedra angular significa geralmente a principal pedra de sustentação que era usada na construção de um edifício na antiguidade. Outro significado possível para a expressão “pedra angular” também é aquele que se refere à pedra principal colocada no centro de um arco para unir seus dois lados. Então no primeiro sentido, a pedra angular traz o significado de “pedra fundamental”; enquanto que no segundo sentido ela diz respeito à pedra que estabiliza e une como uma só estrutura os dois lados de um arco formando a própria base do arco).

e). A linguagem maçônica participa de uma separação do profano? Quais são as palavras que separam o profano do iniciado? Que importância deve ser dada à ortoépia das palavras faladas? A marcha maçônica, a linguagem corporal, um passo em direção ao sagrado?

 POR QUE A SACRALIDADE NA MAÇONARIA?

1. A Crise do homem moderno

O homem moderno sofre uma crise existencial decorrente da perda de sentido do ser. A Humanidade contemporânea é estruturada nas interpretações mecanicistas da natureza. Seus domínios do tempo e do espaço simbolizam uma alteração radical de como se está no mundo.

As ciências modernas alteraram a visão humana da realidade e de sua existência, e conduziram o homem “a-religioso” a um comportamento ateísta face o cosmos. Só é válido e necessário aquilo que passa pelo crivo da racionalidade. Com isso, desponta uma nova perspectiva para o homem: manipular, prever e racionalmente planejar as coisas. Resulta daí um cosmos secularizado, vazio de uma divindade. Ele significa compreender e viver em um universo dessacralizado. Contudo, essa perspectiva da existência profana é falsa, pois uma vida vazia de sacralidade representa sofrimento, ilusão e ausência de solução para os problemas existenciais.

A crise do homem moderno é também o resultado do esforço das filosofias ocidentais em esvaziar o homem de qualquer possibilidade de transcendência e de reduzi-lo à sua imanência. O mito do progresso, embasado nos avanços científicos de uma sociedade tecnologicamente desenvolvida, fez com que renunciássemos a toda e qualquer possibilidade de uma ontologia teísta. Ademais, colocou na imagem do homem, com sua racionalidade, o fundamento auto suficiente da Humanidade.

Nesse novo cenário, dessacralizado, da crise teísta do homem moderno, não nos impressiona o fato de termos como o pessimismo, a angústia, o niilismo e o desespero tornaram-se virtudes e conceitos do homem.

Entendemos que a condição moderna se encontra nesse estado devido à sua ruptura com o âmbito do sagrado, onde o eu (self), o indivíduo, tal como se revela e se conhece em sua própria consciência, passou a ser entendido como oposição ao “outro”, posição que rompeu, consequentemente, com a conexão cosmos-humano. Dessa forma, a crise da Humanidade representa uma “queda” na história do homem, que ocorre devido à alteração de sua mentalidade na relação com o mundo. A consciência científica histórica afastou o vínculo do homem com os arquétipos divinos, e reprimiu essa relação à zona do inconsciente.

Entretanto, se reconhece nessa afirmação a existência, no homem moderno, ainda que inconsciente, de vestígios do “Homo religiosus”. Portanto, “[...] a queda da ordem da existência e o retorno dessa ordem constituem um problema fundamental da existência humana”. A crise do homem moderno é uma crise da sua “a-religiosidade”. Por conseguinte, pode-se afirmar que o homem secular não pode livrar-se plenamente do pensamento religioso, pois, ao assumir a necessidade de esvaziar-se ontologicamente de qualquer divindade, o homem assume a existência de modelos sagrados. Ao tentar fazer sua própria história, o homem moderno se opõe ao pensamento dos modelos míticos exemplares. O resultado desse esforço, o homem total se desintegra no homem a-religioso e perde a capacidade de transformar sua situação particular em uma situação exemplar. Daí as angústias do homem moderno, ainda que inconscientes, decorrentes da ausência da religião, que não são interpretadas como o homem “religioso” as interpreta. Uma consequência disso é a incapacidade de conceber o mundo de modo integral, como algo instituidor de um arquétipo.

A crise é, em suma, “religiosa”, descrença no sagrado, pois que, aos níveis arcaicos da cultura, e a maçonaria é por excelência arcaica, o “ser” se confunde como o sagrado. Para toda a Humanidade primitiva, é a experiência religiosa que dá origem ao Mundo: é a orientação ritual, com as estruturas do espaço sagrado que ela revela, que transforma o “Caos” em “Cosmos” (Ordo Ab Chao) e, por esse fato, torna possível uma existência humana (quer dizer, impede-a de regressar ao nível de existência zoológica). Todas as religiões, mesmo as mais elementares, são uma realidade ontológica: elas revelam o ser das coisas sagradas e das Figuras divinas, demonstram o que é realmente e, ao fazê-lo, fundam um Mundo que já não é evanescente e incompreensível.

2. O homem não é só desejo

Não se pode analisar o homem somente pelo horizonte sentimental e psíquico, sem abordar a dimensão do mundo e da singular realidade existencial. Essa dimensão não está restrita à libido: o homem não é só desejo. Não se pode reduzir o homem como um “ser” que é somente determinado pelo prazer.

O homem “religioso”, o homem integral, o verdadeiro Iniciado, se vale dos símbolos para captar a realidade mais profunda das coisas. Existe, nesses símbolos, um movimento dialético de desvelar e de cobrir que não poderia ser expresso por palavras ou conceitos. Desse modo, “traduzir uma Imagem na sua terminologia concreta, reduzindo-a a um único dos seus planos referenciais, é pior que mutilá-la, é aniquilá-la, anulá-la como instrumento de conhecimento”.

Os símbolos representam uma “abertura” para o transcendente. O mito é um modelo para o mundo inteiro, como uma revelação de mistérios pelo homem enquanto um ser total.

O mito não de dissocia da ordem natural, sensual ou cognitiva. O mito é informado pelo cosmos; "amarra" os seres humanos à natureza e à sua imaginação mítica. Por isso, não podem operar de nenhum outro modo a não ser por meio dos sentidos e do simbolismo do corpo.

Durante milênios, o homem trabalhou ritualmente e pensou miticamente nas analogias entre o macrocosmo e o microcosmo. Era uma das possibilidades de se “abrir” para o Mundo e de participar assim da sacralidade do Cosmo.

Desde a Renascença, quando se provou que o Universo era infinito, essa dimensão cósmica que o homem acrescentava ritualmente à sua existência nos é negada.

“A “religião”, a religião universal, a maçonaria é a solução exemplar de toda crise existencial, não apenas porque é indefinidamente repetível, mas também porque é considerada de origem transcendental e, portanto, valorizada como revelação recebida de um outro mundo, trans humano. A solução representada pelo sagrado não somente resolve a crise, mas, ao mesmo tempo, torna a existência “aberta” a valores que já não são contingentes nem particulares permitindo assim ao homem ultrapassar as situações pessoais e, no fim das contas, alcançar o mundo do espírito”.

3. O Nosso humanismo

O Nosso Humanismo se funda em uma ontologia da experiência do sagrado mediante o diálogo intercultural e o uso de uma linguagem simbólica.

Enquanto a ontologia moderna (profana) nega qualquer forma de transcendência, a filosofia maçônica sugere uma ontologia do sagrado como solução para as crises existenciais do homem moderno, já que elas “retiram o homem de seu universo profano ou de sua situação histórica e o projetam num universo diferente em qualidade, um mundo completamente novo, transcendente e sagrado”.

A fim de elucidar o Nosso Humanismo, é preciso compreender a definição do sagrado e seu efeito na vida do homem. Entretanto, o sagrado é irredutível, o que torna complexo definir o seu sentido.

Assim, apresentaremos alguns conceitos que a filosofia nos propõe;

O principal ponto de partida na compreensão da existência do sagrado é originado de uma dualidade: o sagrado e o profano. “A ambivalência da divindade constitui um tema encontrado em toda história religiosa da Humanidade. O sagrado atrai e atemoriza simultaneamente o homem”.

A sacralidade separa o natural do sobrenatural. Lançada essa dualidade, expõem-se as características que formam seus modos de ser. O sagrado é a experiência de uma realidade e a fonte da consciência que existe no mundo. O sagrado é sempre a revelação do real, a realidade por excelência, o encontro com o que orienta e que fornece um sentido à existência.

O profano, ao contrário, é tudo o que desorienta o homem. Subtrai-lhe o sentido da existência e o projeta ao caos. O profano está cheio do que é irreal; o sagrado, por sua vez, está completo do real e da ordem cósmica.

– O sagrado é qualitativamente diferente do profano, embora possa se manifestar na profanidade por intermédio de hierofanias: manifestações do sagrado, ou quando o sagrado se nos revela. Elas ocorrem quando o sagrado é percebido em qualquer objeto (pedras, animais, plantas, instrumentos de trabalho, o Pavimento Mosaico, o Oriente, a posição dos Oficiais, o Delta Sagrado, Candelabros, Altares, Espada Flamejante etc.). As hierofanias equivalem às maneiras de percepção da realidade do homem integral.

O sagrado é um arquétipo transcendental que fundamenta e revela as relações existenciais no Mundo. Suas modalidades correspondem aos modelos essenciais do ser do homem “religioso”. Logo, todo ato que o homem arcaico efetua só têm sentido no mundo sagrado. O encontro do homem com o sagrado desperta-o para a existência de valores absolutos referenciais para seu modo de ser, levando-o a rejeitar o modo profano de vida.

O sagrado é uma “visão do Mundo” capaz de assegurar a existência em sua plenitude, na medida em que lhe fornece o valor total e o sentido último do modo-de-ser do verdadeiro iniciado.

O sagrado e o profano fundamentam duas formas de existência que o homem assumiu no mundo. Com isso, há outras questões que devemos nos interrogar: como definir o modo de existir do homem no mundo sagrado e sua existência no mundo profano? Quais implicações decorrem ao se assumir uma dessas duas modalidades de existência?

Ora, assim como existe a dualidade entre o sagrado e o profano, existe, também, a dualidade do homem no mundo, a saber, o homem “religioso” e o homem “profano”. Essa dualidade só existe devido à presença do sagrado em oposição ao profano.

O “Homo religiosus” é caracterizado pela vida no âmbito do mundo sagrado, que se constitui em uma existência aberta e que permite transcender-se. A vida é vivida num plano duplo, a própria existência humana e a vida trans humana ligada ao cosmos ou ao divino.

O “Homo religiosus” é aquele sedento do Ser, quem sempre está em contato com o sagrado que, por sua vez, lhe confere uma dimensão ontológica à existência. Toda ação realizada simboliza uma repetição do que seu “deus” fez no passado.

Fundamentados nessa concepção é que apreendemos o modo de ser do arcaico em relação ao espaço circundante. Não tardaremos a perceber que também o espaço é constituído a partir de uma oposição entre o sagrado e profano. Com isso, para entender melhor essa relação do homem com o espaço, indagamos: como o iniciado nos augustos mistérios percebe o espaço? Qual é o papel do espaço sacralizado em sua existência? Quais implicações surgidas desse contato? Há diferença na percepção do espaço do homem maçom e do homem não maçom?

Essas são as dúvidas que podem nos desvelar o modus vivendi do homem arcaico e, por conseguinte, os novos paradigmas do Nosso Humanismo.

O Tempo

Assim como é preciso interpretar a existência do mundo e do homem a partir da dualidade sagrado e profano, o mesmo se dá para compreendermos a concepção do tempo. A noção do tempo é de vital importância para o homem “Teísta ou Deísta”. É por meio do tempo que o sagrado e o homem são contemporâneos e garantem suas coexistências. Sem isso, o sagrado perderia o sentido para o homem arcaico e se esgotaria o significado de sua vida. O que desejamos compreender são questões implicadas no conceito de tempo. Como o homem “religioso” percebe o tempo? O homem não “religioso” tem a mesma percepção de tempo que a do homem arcaico? O que significa o conceito templum-tempus? Qual a importância das festas comemorativas dos solstícios de inverno e de verão e dos rituais na relação do homem maçom com o tempo? O que os mitos dizem sobre o tempo? O tempo sagrado está camuflado no mundo do homem profano?

Na autêntica vertente inglesa da Maçonaria, que é Teísta, geralmente o Craft (Ofício ou Arte) determina a idade simbólica do Maçom por tempo determinado, ou seja, pura e simplesmente como “X” anos. Isso se explica porque a doutrina de aperfeiçoamento de determinado Grau no Ofício é ilustrada pelo completo domínio das Ciências e Artes Liberais da Antiguidade, o que é comumente apresentado nas preleções sobre o último lance (conjunto) da alegórica escada em caracol (sinuosa) que é constituído por sete degraus, dos quais, cada degrau corresponde a uma das Ciências ou Artes da Antiguidade.

Na verdade, essa alegoria faz referência a que a Árvore da Vida, situada no topo da escada sinuosa, só será alcançada por aquele que possuir completo domínio das Ciências e Artes Liberais – Gramática, Retórica, Lógica; Aritmética, Geometria, Música e Astronomia.

Essa ideia de concepção emblemática busca enaltecer no tempo correspondente a cada um dos anos (vida simbólica), de tal modo que cada ano seja uma qualidade própria para produzir efeitos e disposição constante para a prática da moral, como é o caso, por exemplo, da Geometria (uma das Sete Ciências correspondente ao quinto ano) que denota a regra de orientar o Maçom a construir conforme as exigências da Arte. Em síntese é o processo de moral elevado que se aplica na construção da Obra da Vida.

Ainda na vertente inglesa de Maçonaria e a sua relação com a idade do Maçom, aparece também a alegoria da Estrela que é encontrada no Painel do Primeiro Grau ficando ela posicionada no topo de uma escada que se apoia no Livro da Lei Sagrada e vai até o firmamento. Sobre os degraus dessa escada, de maneira equidistante, arranjam-se os três símbolos das Virtudes Teologais – Fé (cruz), Esperança (âncora) e Caridade (mão em direção à taça).

Para relacionar essa alegoria à idade completa do Maçom completos, ou de tempo determinado, somam-se às Três Virtudes Teologais as virtudes cardeais – Prudência (originalmente “sapientia” que em latim significa conhecimento ou sabedoria, dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida", sendo por isso considerada a virtude mãe humana), Justiça (que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido), Fortaleza (ou Força) que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem) e Temperança (ou Moderação) que "modera a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados", sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres), cujos símbolos encontram-se representados pelas quatro Borlas colocadas nos quatro cantos do mesmo Painel.

Interpreta-se esse emblema relacionado ao tempo de vida simbólico do Maçom como “a obra construída é a vida do próprio homem, desde que pautada pelos princípios da crença em um Arquiteto Criador, pela confiança em atingir o seu objetivo com complacência e benevolência e vivida pelo princípio da moderação, do comedimento e da resolução, de modo firme e constante”.

Na vertente francesa, diferente da inglesa, o Rito Escocês Antigo e Aceito a sua compreensão doutrinária deísta concebe a ideia do Homem como investigador da Natureza. Nesse particular, na sua alegoria iniciática principal que envolve os três graus simbólicos, procura-se identificar o Maçom como parte integrante de um ambiente natural geometrizado por um Princípio Criador – a concepção filosófica do deísmo admite a existência de Deus, porém destituído de atributos que interfiram diretamente nas coisas do Mundo.

Sob a ótica filosófica do deísmo a Maçonaria francesa, especulativa por excelência, viria assim estruturar um ideário de transformação e aperfeiçoamento intelectual objetivando a criação e o relacionamento do Homem com a Natureza.

Nessa concepção, o Rito Escocês Antigo e Aceito exalta o teatro iniciático da morte e do renascimento da Natureza relacionando simbolicamente os ciclos naturais que faz corresponder as estações do ano com as etapas da existência humana.

Apesar do ideário do “morrer para renascer” não ser um patrimônio exclusivo do ensinamento maçônico, ele é, entretanto, latente na estrutura doutrinária do escocesismo simbólico.

Assim, na alegoria iniciática Homem/Natureza, sugestivamente a primavera representa o nascimento e a infância; o verão, a adolescência e a juventude; o outono, a maturidade; o inverno a morte. Em síntese é a duração da vida.

Isso explica e até justifica, por exemplo, a presença das Colunas Zodiacais no Templo do R.E.A.A., já que o seu simbolismo indica que cada ciclo é um tempo existencial pelo qual o iniciado passa ao longo do percurso da vida – o Aprendiz, a infância, o Companheiro, a juventude (Meio-Dia) e o Mestre a maturidade (Meia-Noite). Na verdade, tudo se reporta à transformação e ao aperfeiçoamento (Luz – Esclarecimento).

Outra consideração importante no rito em questão é a da existência dos três candelabros de três braços que acolhem as Luzes litúrgicas, os quais se situam, um sobre o Altar destinado ao Venerável Mestre e os outros dois sobre as mesas destinadas aos Vigilantes.

Dessa concepção de filosofia deísta e de duração iniciática existencial é que se criou estruturalmente a idade de “X” anos e mais, para determinado grau de Maçom do R.E.A.A.

Desse modo, esse enfoque doutrinário de apelo filosófico deísta se baseia desde o renascimento da Natureza, que ocorre na primavera, indo até a sua morte por ocasião do inverno quando a Terra fica viúva do Sol.

O Tempo De Nove Meses.

É esse tempo existencial que explica a idade do Maçom, também, possuir algo mais além dos “X” anos, já que simbolicamente o ciclo existencial da Luz na Natureza é de nove meses, a contar desde o início da primavera até o final do outono. Daí a razão dos “X” anos e (ou) Mais. Na verdade, vai além do número sete (criação) até o número nove (existência da luz onde o Mestre vive entre o Esquadro e o Compasso).

Assim se explica a disposição do mobiliário na Loja onde descansam os três candelabros com as três Luzes litúrgicas que, quando acesas no Terceiro Grau demonstram os nove meses de duração da Luz, já que os outros três faltantes representam os três meses de inverno que deixam a Terra viúva uma vez por ano pela morte do Sol (dias curtos e noites longas). É dessa alegoria solar absorvida dos cultos solares da antiguidade que surgiu a expressão maçônica “filhos da viúva”, a despeito de que os maçons são os filhos da Terra que fica viúva do Sol durante o inverno.

Por fim, é essa a síntese da explicação dessas variações aparentes que nos apresentam as tradições ritualísticas dos Ritos maçônicos. O objetivo da Maçonaria Especulativa é sempre o mesmo, o de forjar um novo homem nos seus canteiros simbólicos (Loja), entretanto, mesmo de objetivo único, os métodos muitas vezes se diferenciam. Assim não há como se generalizar procedimentos na liturgia maçônica. Tradições, usos e costumes muitas vezes são particularidades de cada um dos sistemas maçônicos. Cabe ao maçom compreender com profundidade o que significa cada processo e cada símbolo da ritualística aplicada na Sublime Instituição. Para cada gesto, para cada símbolo ou procedimento na liturgia dos ritos maçônicos, desde que sejam autênticos, sempre existirá uma explicação lógica.

O Espaço

A noção de espaço para o verdadeiro iniciado é heterogênea, pois existem rupturas que separam o mundo sagrado do mundo profano. A, “[...] divisão binária do espaço é generalizada ao universo inteiro. Os pares de opostos são, ao mesmo tempo, complementares. O princípio da polaridade parece ser a lei fundamental da natureza e da vida.  As rupturas se manifestam por hierofanias que ocorrem quando o sagrado se revela. Todo o espaço sagrado implica uma hierofania, uma irrupção do sagrado que destaca um território do meio cósmico que o envolve e o torna qualitativamente diferente.

As hierofanias, vitais para o modo de ser "Iniciático”, permitem mudar o regime ontológico dos objetos e locais aparentemente insignificantes que, desde o instante em que incorporam o sagrado, tornam-se arquétipos inestimáveis aos olhos de todos que participam da mesma experiência.

O mundo no qual a presença e ação do homem se realizam – as regiões povoadas e cultivadas, os rios que fornecem as condições de produzir o alimento, as montanhas escaladas e desbravadas, as cidades, as casas e os templos – existem porque, antes, está presente um arquétipo que escapa à dimensão material. O espaço sagrado é compreendido como um modelo ou “cópia” do que há no nível cósmico, que faz com que a área habitada pela cultura religiosa seja considerada uma terra sagrada.

O homem “arcaico” vive em um mundo simbólico. Para ele, o mundo está vivo e aberto. Portanto, um local ou um objeto nunca são simplesmente eles mesmos, mas sempre o sinal de uma realidade que transcende o ser daquilo diante dele. Quando meteoros caem do céu, estão carregados de sacralidades: o local em que se encontram também se torna santo, pois eles vieram do céu, local habitado pelos “deuses”. Dessa forma, Ka’aba, em Meca, se tornou uma cidade sagrada para o Islamismo. O povo de Israel, quando vagueava pelo deserto, chefiado por Moisés, levava seu acampamento de um lugar para outro somente quando a nuvem, que simbolizava Javé, se levantava acima da tenda. Logo, “[...] a noção de espaço sagrado implica a ideia da repetição da hierofania primordial que consagrou este espaço transfigurando-o, singularizando-o, em resumo, isolando-o do espaço profano a sua volta”, também. O nosso Templo Sagrado e separado ou isolado do mondo profano por suas duas Colunas vestibulares “J” e “B”.

O espaço sagrado encontra-se isolado do espaço profano. Mas o que representa? O que o torna diferente para ser distinto do espaço profano? Ele representa o ser, o real, o cosmos que se revela como ponto fixo, centro do mundo – o que equivale à criação do mundo – sustenta sua existência, isto é, tudo o que é verdadeiro e perfeito, lugar em que se encontra e se pode estar em comunhão com a divindade.

“Não te aproximes daqui, disse o Senhor a Moisés; tire a sandálias de teus pés, porque o lugar onde te encontras é uma terra santa”. Local que representa o princípio de todas as coisas, “[...] o sagrado revela a realidade absoluta e, ao mesmo tempo, torna possível a orientação – portanto, funda o mundo, no sentido de que fixa os limites e, assim, estabelece a ordem cósmica”. Em contrapartida, tudo que está fora desse espaço é profano, estrangeiro, amorfo, desconhecido, lugar do caos.

O espaço sagrado é utilizado como um local de retorno para renovação de energia e vitalidade. Adentrar em sua extensão significa tomar parte de uma fonte inesgotável de força e de sacralidade.

Tratamos de um povo primitivo, de uma sociedade arcaica. Existem diferenças na percepção do espaço e do tempo do homem religioso e do homem moderno? Como o homem não-religioso percebe o espaço em que vive?

Para a experiência profana, o espaço é homogêneo, neutro, sem nenhuma orientação sacralizada. O ponto fixo que permite ao homem arcaico escapar da homogeneidade caótica do espaço, na vida do homem não-religioso não goza de um estatuto ontológico único, pois surge e desaparece segundo as necessidades cotidianas. Assim, a mudança de moradia não significa, necessariamente, uma mudança transcendental que exige um ritual de consagração. Para o homem dessacralizado, o espaço no qual se encontra não é dotado de simbolismos espirituais. No entanto, ainda surgem espaços que matizam o que foi dito acima. Alguns não são homogêneos para o homem profano, como locais especiais que lhe trazem lembranças e se tornam “sagrados” em sua singularidade.

Ainda, quanto ao tempo, o homem integral, seja ele teísta ou deísta, concebe o tempo de forma heterogênea: o sagrado e o profano.

O tempo sagrado tem, por natureza, a capacidade de ser reversível, circular e repetível. Encontra-se nele a possibilidade do retorno a seus primórdios, a renovada apreensão de seu modelo originário de vida, pois ele mantém-se sempre igual, não se esgota. Nele se revela um período especial na vida do homem arcaico, que o tira do tempo ordinário e o coloca em contato com o sagrado.

Por sua vez, o tempo profano é o tempo do cotidiano, sem sentido, onde ocorrem atos privados de significados sacralizados. Mas em que se distingue o tempo sagrado da duração profana que o precede e lhe sucede? Nosso entendimento é que qualquer momento do tempo pode se tornar sagrado por sua hierofania. Quando isso ocorre, o tempo passa a ser transfigurado, consagrado, comemorado e repetível infinitamente.

De fato, uma das principais diferenças que separa o homem “arcaico” do homem “moderno” se encontra na incapacidade em que esse tem de viver a vida orgânica como um sacramento. Com efeito, em consequência disso, as grandes crises do homem moderno ocorrem quando este se lança no mundo sem consciência de seu sentido de existir nesse mundo. Somente ao se lançar na busca da compreensão do sagrado, o homem encontrará a revelação do sentido de sua existência.

Ao conceber o mundo com um sentido sagrado, ao perceber o tempo como uma possibilidade de eterna repetição dos gestos exemplares míticos e um retorno às fontes sagradas e do real e, ao perceber o espaço como um estar junto à divindade, o homem transcende seus limites e é salvo do nada e da morte. Habita um mundo ordenado e carregado de sentido. Goza de uma ordem interna e se sente mais forte para viver.

Eis o porquê da sacralidade na maçonaria!

TFA

LuCaS

LOJA MÃE

  LOJA MÃE (PALESTRA)   Venerável Mestre, presidente desta sessão, Veneráveis Mestres das demais Lojas e Potências aqui presentes, Ofici...