terça-feira, 10 de dezembro de 2024

O Esquadro, o Compasso e a Bíblia

 O Esquadro,  o Compasso e a Bíblia 

LuCaS


A Maçonaria, uma das mais antigas e enigmáticas sociedades fraternas do mundo, emprega símbolos poderosos e profundamente significativos para transmitir seus princípios filosóficos e morais. Entre esses símbolos, destacam-se o esquadro, o compasso e a Bíblia, que juntos formam uma representação rica e complexa de valores e aspirações.

O esquadro, com suas linhas retas e ângulos precisos, é símbolo de retidão, justiça e equilíbrio. Representa a harmonia, os limites e a responsabilidade que devem ser mantidos no mundo físico. É um lembrete constante da importância da honestidade, da integridade e da vida correta em nossas ações diárias.

Por outro lado, o compasso, com sua capacidade de traçar círculos perfeitos, simboliza a sabedoria, o conhecimento e a criação. É uma ferramenta que inspira limites e autocontrole, ligando-se à espiritualidade e ao crescimento pessoal. O compasso nos lembra de expandir nossos horizontes, buscar a perfeição e manter o equilíbrio interior.

Quando unidos, o esquadro e o compasso representam a união harmoniosa entre a matéria e o espírito. Eles simbolizam a harmonia entre a razão e a intuição, a conexão entre a humanidade e a divindade, e a busca incessante pela perfeição moral e espiritual. Essa combinação reflete a essência da Maçonaria: o equilíbrio entre o mundo tangível e o intangível, entre o físico e o metafísico.

A Bíblia, que serve de base para esses símbolos, é um poderoso emblema da verdade divina, sabedoria ancestral, moralidade e ética. Representa o fundamento espiritual sobre o qual os maçons constroem suas vidas e suas crenças. A Bíblia é um guia espiritual que fornece ensinamentos profundos e inspirações morais, representando a busca pela verdade e pela união com o divino.

Essa representação simbólica na Maçonaria não é apenas um conjunto de emblemas, mas sim um reflexo da busca contínua pela perfeição, pelo equilíbrio, pela sabedoria e pela união com o divino. É um convite para que cada maçom explore seu potencial, cresça em virtude e se esforce para alcançar a excelência em todas as facetas da vida.

TFA

domingo, 8 de dezembro de 2024

OS OBJETIVOS DE UMA LOJA MAÇÔNICA E OS DEVERES DOS MAÇONS

LuCaS

Iniciamos perguntado: O que é Maçonaria?

Inúmeras são as definições que tentam satisfazer essa sã curiosidade. Apesar disso, acredito, como tantos outros Mestres dedicados à nossa Sublime Instituição, que a Maçonaria é uma escola de valores morais voltada para homens de bem que desejam tornar-se melhores, em prol de uma sociedade mais justa, igualitária, tolerante e feliz, incentivando a busca da verdade com plena liberdade. E seus ensinamentos se processam nas Lojas Maçônicas.

Cada Loja Maçônica é como uma pequena escola, que concede os três principais graus da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. As lojas reúnem-se periodicamente para tornar candidatos profanos interessados em Aprendizes, os quais passam a receber instruções de seu grau em cada reunião da Loja e, quando provam ter adquirido o conhecimento necessário, passam por uma nova cerimônia especial, tornando-se Companheiros e, da mesma forma, Mestres.

Além das reuniões instrutivas, há ainda as reuniões que tratam de questões administrativas, como as finanças da loja, suas ações filantrópicas, os corpos para-maçônicos, entre outras.

Permitam-me abrir um parêntese – (no organismo humano, o crescimento desorganizado de células é diagnosticado como câncer, que, na maioria das vezes, termina no falecimento de todo o organismo. Quando o organismo consegue sobreviver, geralmente o faz pela extirpação cirúrgica do conjunto de células que cresceu desorganizadamente, e esta solução é altamente traumática para todo o organismo. Melhor teria sido se as células tivessem crescido de forma natural e organizada). Argumento semelhante se aplica ao organismo denominado Loja Maçônica.

Portanto, uma Loja Maçônica deve se preocupar em crescer de forma organizada e harmoniosa.

Os Planos da Loja Maçônica: Administrativo e Litúrgico

As atividades de uma Loja se desdobram em dois planos igualmente importantes: o Administrativo e o Litúrgico. O primeiro diz respeito à continuidade da vida do organismo físico; o segundo, à energização deste organismo, permanentemente, pelo trabalho esotérico. O desenvolvimento equilibrado desses dois aspectos tornará possível a realização dos objetivos da Ordem Maçônica, que é a razão de ser da Loja.

No Plano Administrativo, a Loja deve estar organizada de forma a funcionar harmoniosamente, com suas funções bem distribuídas e com a realização dos trabalhos administrativos no momento adequado, fazendo com que o apoio necessário seja efetivo para permitir que a Loja cumpra sua atividade-fim, que é formar Verdadeiros Maçons. As atribuições das Luzes, Dignidades e Oficiais devem ser rigorosamente cumpridas conforme os regulamentos da Ordem, da Potência e da Loja. É dever desses Irmãos estudar a melhor forma de executar os trabalhos de Secretaria, Oratória, Tesouraria, Chancelaria, Hospitalaria, Vigilâncias (principais instrutores dos Aprendizes e Companheiros), Veneralato, etc.

Para que a Loja cumpra bem seu papel de formar Maçons, todos os seus obreiros devem manter a regularidade de frequência, participar ativamente nas atividades da Loja, estar sempre em dia com suas obrigações pecuniárias (per capita, mensalidades e outras taxas), conhecer e vivenciar bem os procedimentos ritualísticos e litúrgicos.

No Plano Litúrgico, os Iniciados, de qualquer Grau, devem observar a prática do Ritual, visto que o Ritual Maçom é o conjunto de atos litúrgicos e não litúrgicos que, coerentemente com a linha do pensamento filosófico do Rito a que pertence a Loja, estabelece a maneira adequada de realizar os trabalhos durante a Sessão Ritualística. Não existe Ritual mais certo ou menos certo. Cada Ritual deve ser executado conforme está prescrito, sem acréscimos ou supressões.

Comportamento Ritualístico no R⸫E⸫A⸫A⸫

O comportamento ritualístico do maçom não se resume só em aprender e cumprir o que está determinado pela ritualística, mas também em compreender a razão e o porquê das práticas ritualísticas.

Para ilustrar o que foi dito acima, cito algumas condutas ritualísticas próprias do R⸫E⸫A⸫A⸫:

1. Não proferir preces e orações no Átrio quando da preparação para ingressar no Templo (independente do grau);

2. Sempre circular no sentido horário quando dos deslocamentos de uma para outra Coluna em Loja aberta (independente do grau);

3. Em Loja aberta, estando em pé e parado, deve ficar à Ordem (independente do grau);

4. Exceto os Vigilantes, no Ocidente, em Loja aberta, quem usar da palavra, fala à Ordem (independente do grau);

5. Ninguém faz Sinal utilizando-se de um instrumento durante a execução de um trabalho (independente do grau);

6. O Aprendiz deve ocupar o topo da Coluna do Norte junto às seis primeiras Colunas Zodiacais. Elas representam a caminhada iniciática do Primeiro Grau – inicia em Áries e termina em Virgem;

7. O Aprendiz ou Companheiro Maçom não ingressa no Oriente. Nesse espaço só adentram Mestres Maçons;

8. Salvo na Marcha do Grau, o maçom em deslocamento não anda com o Sinal composto (independente do grau);

9. O maçom retardatário só deve ingressar no Templo com formalidade ritualística e, ao pedir ingresso nessa condição, fazê-lo sempre pela bateria de Aprendiz (independente do grau);

10. Somente utilizar a palavra quando devidamente autorizado pelo Vigilante da Coluna ou pelo Venerável Mestre (independente do grau).

Essas são algumas regras que ilustram o modo de se comportar ritualisticamente em Loja. Existem muitas outras, mas, pelo espaço exíguo aqui disponível, não há como mencioná-las por completo. Registre-se, entretanto, que para essas regras não existe escala de importância, pois todas constituem a estrutura que dá feição ao comportamento ritualístico do maçom na Loja. No nosso Ritual de Aprendiz, encontramos diversas normas de conduta que devemos adotar.

VAMOS ESTUDAR


A Importância Histórica e Religiosa do Templo de Salomão

O Templo de Salomão e a Maçonaria

LuCaS

A Importância Histórica e Religiosa do Templo de Salomão


O Templo de Salomão, também conhecido como o Primeiro Templo, é um marco de profunda relevância nos contextos religiosos e históricos do Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e na Maçonaria. Construído durante o reinado do Rei Salomão no século X a.C., este magnífico edifício era considerado o epicentro espiritual de Israel, um lugar de culto e o lar da Arca da Aliança. Além de ser um símbolo de fé, o Templo de Salomão representava a unidade do povo israelita e a centralização do culto a Yahweh, unificando as diversas tribos sob uma única religião e um único Deus.

A Conexão Profunda entre o Rei Salomão e o Templo

O Rei Salomão, filho do Rei David e Bate-Seba, é lembrado na história como um sábio e próspero governante. Entre suas realizações notáveis, destaca-se a construção do Templo de Salomão em Jerusalém como um testemunho da sua dedicação à fé e à preservação dos artefatos religiosos de Israel, incluindo a sagrada Arca da Aliança. Salomão é frequentemente retratado como um monarca visionário, cujos projetos arquitetônicos e diplomáticos estabeleceram um período de paz e prosperidade em Israel. O Templo de Salomão não era apenas um local de culto, mas também um símbolo da sabedoria e da justiça de Salomão, refletindo sua reputação como um governante divinamente inspirado.

As narrativas encontradas na Bíblia Hebraica, especialmente nos livros de Primeiros Reis e Segundo Crónicas, detalham a construção do Templo de Salomão. De acordo com esses relatos, a edificação do templo teve como objetivo honrar a Deus e consolidar a adoração a Yahweh em Israel. O templo foi concebido não apenas como uma representação física da presença divina, mas também como um ponto de ligação entre o céu e a terra, um "eixo mundi". Esta concepção refletia a crença de que o templo era um microcosmo do universo, onde os céus e a terra se encontravam, tornando-se o centro espiritual e cósmico de Israel.

 Arquitetura e Características Únicas

A descrição do Templo de Salomão, encontrada na Bíblia Hebraica, oferece uma visão detalhada da sua arquitetura singular. O templo tinha aproximadamente 27 metros de comprimento, 9 metros de largura e 13,5 metros de altura, dividido em três seções principais: o alpendre, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Cada uma dessas áreas possuía uma função e um simbolismo específicos, representando diferentes níveis de sacralidade e proximidade a Deus.

Os elementos arquitetônicos do Templo de Salomão refletem influências de outros templos do Antigo Oriente Próximo. Sua construção envolveu o uso de pedra, madeira de cedro e ouro. As fundações e paredes eram compostas por blocos de pedra, enquanto a madeira de cedro era empregada para vigas, telhados e pavimentos. O ouro, símbolo de divindade, adornava várias partes do templo, incluindo suas paredes, mobiliário e objetos sagrados. Além disso, o uso de materiais preciosos e técnicas de construção avançadas sublinhava a grandiosidade e a sacralidade do templo, destacando-o como uma obra-prima da engenharia e da arte da época.

O templo apresentava elementos únicos no seu design, incluindo duas colunas independentes e massivas conhecidas como Jachin e Boaz. As paredes do Templo de Salomão eram decoradas com intrincados entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas, adicionando uma dimensão artística à sua grandiosidade. Esses detalhes não eram meramente decorativos, mas carregavam significados simbólicos profundos, refletindo a cosmologia e a teologia israelita. As colunas Jachin e Boaz, por exemplo, eram vistas como guardiãs do templo e símbolos de estabilidade e força.

Debate Acadêmico e Significado Cultural

A autenticidade da narrativa bíblica sobre a construção do Templo de Salomão continua a ser objeto de escrutínio por parte de acadêmicos e historiadores. Enquanto alguns defendem que o templo descrito na Bíblia Hebraica representa uma realidade histórica, outros sustentam que é uma construção literária e teológica que amalgamou diversos conceitos religiosos e eventos históricos. Este debate reflete as complexidades da história antiga e a dificuldade de separar o mito da realidade.

O Templo de Salomão é uma peça fundamental no quebra-cabeça da história e da fé, continuando a desafiar-nos com questões não resolvidas e a inspirar a nossa busca incessante pelo conhecimento e compreensão das nossas raízes culturais e espirituais. Sua importância transcende o tempo e permanece uma fonte inesgotável de investigação e reflexão. O templo não é apenas um monumento do passado, mas um símbolo duradouro de fé, identidade e continuidade cultural, que ressoa profundamente nas tradições religiosas e filosóficas até os dias de hoje.

O Simbolismo do Templo de Salomão na Maçonaria

Na Maçonaria, o Templo de Salomão é reverenciado como um símbolo de grande significado espiritual e filosófico. Esse simbolismo é incorporado em rituais maçônicos, lições de moral e ensinamentos esotéricos transmitidos de geração em geração. A maçonaria vê o templo como um modelo de perfeição espiritual e moral, cuja construção e destruição simbolizam a jornada de autoconhecimento e redenção dos maçons.

Arquitetura e Design

A arquitetura única do Templo de Salomão, com suas colunas Jachin e Boaz e intrincados entalhes, é frequentemente utilizada para representar os princípios maçônicos de estabilidade, força e beleza. Sua estrutura tripla, dividida em alpendre, Santo Lugar e Santo dos Santos, é vista como uma metáfora da jornada maçônica em busca da iluminação espiritual. Essa divisão simboliza os diferentes estágios da vida e da iniciação maçônica, onde cada passo é um avanço em direção à compreensão e ao aperfeiçoamento moral e espiritual.

União de Diversas Tradições

O Templo de Salomão, devido à sua importância nas três principais religiões monoteístas, simboliza a unidade espiritual e a compreensão mútua na Maçonaria. Os maçons são encorajados a respeitar todas as crenças e a promover a tolerância religiosa. Este respeito pela diversidade espiritual reflete o ideal maçônico de fraternidade universal e a busca por um entendimento comum entre todas as tradições religiosas e filosóficas.

Construção e Trabalho Coletivo

A narrativa da construção do Templo de Salomão envolveu um esforço coletivo, reunindo habilidades e recursos de muitos. Da mesma forma, a Maçonaria enfatiza o trabalho coletivo, a fraternidade e a colaboração na busca da sabedoria e do autoaperfeiçoamento. Esse esforço conjunto simboliza a importância da cooperação e do suporte mútuo na realização de grandes obras, tanto no contexto material quanto espiritual.

A Herança Histórica e Cultural

Além do seu simbolismo, o Templo de Salomão também tem uma rica herança histórica e cultural na Maçonaria. Os maçons valorizam a história e a filosofia por detrás da construção do templo como um exemplo de dedicação à fé e à busca do conhecimento. Estudar o Templo de Salomão permite aos maçons conectar-se com as antigas tradições e refletir sobre os princípios éticos e espirituais que ainda são relevantes nos dias de hoje.

Templos Maçônicos Inspirados em Salomão

Em muitos países, os templos maçônicos foram construídos com influências arquitetônicas do Templo de Salomão. Esses edifícios servem como locais de reunião e cerimônias maçônicas, mantendo viva a conexão simbólica com a antiguidade. A arquitetura desses templos modernos frequentemente incorpora elementos simbólicos e estéticos inspirados no Templo de Salomão, reforçando a continuidade histórica e espiritual entre as práticas maçônicas antigas e modernas.

Ritualismo e Educação

Os rituais maçônicos frequentemente fazem referência ao Templo de Salomão, incorporando sua história e simbolismo nas cerimônias. Essa prática ajuda a preservar o conhecimento e a moral transmitidos pelos construtores originais do templo. O estudo e a reflexão sobre esses rituais permitem aos maçons aprofundar sua compreensão dos ensinamentos filosóficos e esotéricos da maçonaria, enriquecendo sua jornada de autoaperfeiçoamento.

Continuidade do Legado

A Maçonaria, como uma fraternidade multicentenária, tem o dever de preservar e transmitir o legado do Templo de Salomão. Os maçons são incentivados a estudar a história do templo e a refletir sobre os princípios que ele representa. Esse compromisso com a preservação do legado do templo reflete a continuidade das tradições maçônicas e a importância de manter vivos os ideais de sabedoria, moralidade e fraternidade.

O Templo de Salomão permanece como um farol de sabedoria, moralidade e fraternidade na Maçonaria. Seu simbolismo e significado profundo continuam a inspirar os maçons em todo o mundo, lembrando-os dos princípios eternos que guiam a sua jornada espiritual e filosófica. Este legado duradouro reforça a conexão entre a maçonaria e as antigas tradições espirituais.

TFA

O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

LuCaS


Entrar para a Maçonaria envolve preencher formulários, tirar retratos, obter certidões e ter sua vida minuciosamente investigada. Isso representa a primeira etapa a ser superada. Sendo aceito, a iniciação ocorre. Uma vez neófito, vislumbra-se um mundo novo, onde a observação, a curiosidade e a leitura reflexiva são fundamentais para começar a desbastar a pedra bruta que somos nós mesmos.

O aprendiz é como uma criança que entra no mundo e começa seu aprendizado com o balbuciar das primeiras palavras e, mais adiante, na intensa observação e imitação do comportamento de seus pais.

Meus. Irmãos, o aprendiz tem como mãe sua loja e como pai, seus mestres. Começa então uma longa jornada onde, a cada dia, lições de vida e fagulhas filosóficas lhe são transmitidas durante a abertura, transcorrer e fechamento dos trabalhos. Nos primeiros meses, o aprendiz começa a criar "calo nas mãos" e percebe que desbastar a pedra bruta é uma tarefa desconfortável que exige esforço físico e mental considerável. Neste momento, a ajuda providencial dos mestres da loja é essencial para evitar que o desânimo e a descrença se instalem, ensinando-lhe a posição correta do corpo e o modo mais eficaz de usar o cinzel e o maço. Sem isso, o aprendiz começará a conviver com a dúvida e a contestação, resultantes da falta de postura maçônica de alguns membros da loja, quer na ritualística, quer na aplicação pessoal. Ou seja: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

O aprendiz vê em seus mestres o modelo "daquele mestre" que segue o ritual; pois imagina que estes já estão completamente polidos, já transpuseram os mais altos degraus da escada de Jacó e, quem sabe, muitos já navegam em águas profundas dos oceanos filosóficos.

Sabemos que a maçonaria é uma instituição secular com suas origens na névoa dos tempos. Será que foram esses maçons do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” que preservaram todo esse manancial de sabedoria que chegou até nós? Certamente não! O G:.A:.D:.U:. encarregou-se de separar o trigo do joio, e somente aqueles maçons que suportaram e ainda suportam o peso do estandarte da maçonaria foram e serão os escolhidos para a perpetuação da Arte Real.

Os maçons de outrora eram detentores de conhecimentos eternos e praticavam uma maçonaria viva, onde os esplendores dessa ciência superavam os mais cépticos.

E agora? O que faremos nós, maçons modernos, para perpetuar este trabalho secular, sabendo que faltam homens da estirpe de um Pitágoras, de um Platão, de um Jacques De Molay e de um Gonçalves Ledo?

Meus. Irmãos, para isso acontecer, basta que cada um de nós seja maçom em toda a plenitude da palavra, praticando na loja e, principalmente, no mundo profano, a verdadeira maçonaria explícita em nossos rituais.

Se isso for feito, teremos uma maçonaria forte, idealista e sem contrastes, onde aqueles maçons do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não encontrarão morada em nossas colunas, pois serão consumidos pela superior vibração da consciência de liberdade, do amor à pátria e do sentimento de fraternidade humana.

Por conseguinte, aquele aprendiz não terá mais desânimos nem descrenças, pois o bálsamo para o ferimento de suas mãos é o exemplo de seus mestres.

TFA

 Linha do Tempo das Gerações e o Papel da Maçonaria

LuCaS

No início do século XX, a humanidade vivia uma era de grandes transformações. De 1900 a 1920, a Geração Lost enfrentava os desafios trazidos pela Primeira Guerra Mundial e pela Grande Depressão. Este período de incerteza e dificuldade moldou uma geração marcada pela busca de estabilidade e renovação. A maçonaria, já estabelecida como uma organização influente, desempenhou um papel significativo ao fornecer uma rede de apoio fraternal e recursos para seus membros durante esses tempos difíceis.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e o início da Segunda Guerra Mundial, a Geração Baby Boomers começou a surgir entre 1920 e 1945. Esse período de crescimento populacional e prosperidade econômica pós-guerra trouxe consigo uma nova onda de otimismo. A maçonaria continuou a expandir-se, influenciando líderes e políticas em várias partes do mundo. A fraternidade foi um ponto de encontro para discussões e decisões importantes que moldaram o futuro das nações.

De 1946 a 1964, os Baby Boomers alcançaram a maioridade em uma época de rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais. Este período viu o auge da Guerra Fria e a corrida espacial. A maçonaria, com sua tradição de encorajar a busca pelo conhecimento e a liberdade de pensamento, teve um papel relevante ao promover o intercâmbio de ideias entre indivíduos de diferentes áreas e culturas. A fraternidade ajudou a fomentar um ambiente de inovação e progresso.

A Geração X, nascida entre 1965 e 1980, cresceu em um mundo que se tornava cada vez mais globalizado e digital. Durante a Guerra do Vietnã e o fim da Guerra Fria, esta geração foi marcada pela independência e pelo questionamento das normas tradicionais. A maçonaria adaptou-se a esses tempos, oferecendo uma plataforma para o diálogo aberto e o engajamento cívico. Os maçons dessa geração ajudaram a mediar conflitos e promover a paz em um mundo em mudança.

Entre 1981 e 1996, a Geração Millennials cresceu durante a era digital, experimentando a transição para a internet e a explosão das tecnologias de informação. Esta geração, muitas vezes caracterizada por sua conectividade e consciência social, encontrou na maçonaria um espaço para explorar valores de fraternidade e altruísmo em um mundo cada vez mais interconectado. A maçonaria continuou a ser um ponto de encontro para discussões sobre ética, tecnologia e responsabilidade social.

A Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, é composta por nativos digitais que cresceram com a internet, smartphones e redes sociais como partes integrais de suas vidas. Para esta geração, a maçonaria representa uma oportunidade de se conectar com tradições históricas enquanto exploram novas maneiras de aplicar os valores maçônicos em um mundo digital. A fraternidade adaptou-se ao uso de tecnologias modernas para manter-se relevante e acessível às novas gerações.

Finalmente, a Geração Alfa, nascida a partir de 2010, está crescendo em um mundo dominado pela inteligência artificial e tecnologias emergentes. Esta geração terá desafios e oportunidades únicos, e a maçonaria continuará a evoluir para fornecer suporte e orientação. Através de sua longa história, a maçonaria tem sido uma constante, oferecendo uma base de valores e comunidade que transcende gerações e mudanças tecnológicas.

- Desde 1900 até hoje, cada geração enfrentou seus próprios desafios e mudanças, e a maçonaria desempenhou um papel significativo em fornecer apoio, promover o conhecimento e adaptar-se às transformações sociais e tecnológicas. A fraternidade tem sido uma ponte entre o passado e o futuro, mantendo seus princípios essenciais enquanto abraça o progresso.

TFA

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

 

Grau 32 - O acampamento


 

LuCaS

 Introdução

O acampamento do Grau 32 é meticulosamente organizado em torno de um eneágono, dentro do qual se inscrevem um heptágono, um pentágono, um triângulo, um círculo e, no centro deste último, uma cruz em forma de X. Essa hierarquia geométrica, que cresce de fora para dentro, simboliza os distintos níveis de evolução e desenvolvimento.

Cada forma desempenha um papel fundamental na representação dessa jornada. O eneágono, com seus nove lados, estabelece a base sólida da estrutura, evocando integridade e plenitude. No interior, o heptágono, com sete lados, reflete a busca pela perfeição espiritual e o mistério do conhecimento. O pentágono, com cinco lados, traduz a harmonia e a proteção necessárias ao progresso. Mais adiante, o triângulo, com seus três lados, encapsula equilíbrio e estabilidade. No centro de tudo, o círculo simboliza a totalidade, a unidade e a realização última do propósito. Finalmente, dentro do círculo, a cruz em forma de X marca a convergência dos esforços e aprendizados acumulados ao longo da jornada.

A Maçonaria, como filosofia livre de dogmas, reverencia a verdade e serve à luz, exaltando a fraternidade universal e a construção de um caráter elevado. A verdadeira Loja Maçônica, enquanto Escola de Mistérios, conduz seus candidatos por um caminho de autoconhecimento e aprimoramento, preparando-os para compreender os enigmas da existência.

Assim, a estrutura simbólica do acampamento do Grau 32 reflete uma progressão evolutiva e espiritual, destacando o movimento constante rumo à perfeição e à expansão da consciência. Seu design inspira crescimento contínuo, convidando cada indivíduo a aprofundar sua jornada interior e a se aperfeiçoar constantemente..

O Acampamento


O Acampamento dos Príncipes do Real Segredo compreende-se de uma grande muralha em forma de eneágono. Em cada lado deste eneágono, vê-se uma tenda designada por uma letra. Esta muralha destina-se aos Maçons do 1° ao 18°, isto é, aos Graus Simbólicos, Inefáveis e Capitulares.

Iniciamos pela 9ª Tenda, que ostenta uma flâmula e um pavilhão azuis. Aqui acampam, sob a direção dos respectivos Veneráveis, os membros das Lojas Simbólicas. Os adeptos dos três primeiros Graus ocupam-se de suas atividades ritualísticas: enquanto os Aprendizes desbastam a pedra bruta para levantar as Colunas do peristilo, os Companheiros aprendem sobre a multiplicação pela força da associação e o efeito útil de seus esforços, e os Mestres esperam a ressurreição do arquiteto de Salomão, cuja morte trágica simboliza, a seus olhos, o triunfo final da luz sobre as trevas.

Em seguida, temos a oitava tenda com bandeira verde escura, onde se encontram os Mestres Secretos e os Mestres Perfeitos. Os adeptos do quarto Grau, ainda em luto pela perda de Hiram, recebem a chave simbólica que lhes permitirá encontrar e usar os segredos do Mestre. A partir do quinto Grau, os Maçons reanimam-se e começam a luta contra os três assassinos. O Mestre Perfeito reconhece que deve primeiro vencer a si próprio se quiser contribuir para a regeneração do mundo profano.

A sétima tenda ostenta as cores vermelha e verde, onde estão os Secretários Íntimos e os Prebostes ou Juízes (sexto e sétimo Graus). No sexto Grau, é ensinado que a Palavra e a Pena foram dadas ao homem para serem usadas em prol da Justiça. No sétimo Grau, os Maçons aprendem que é preciso julgar os outros como desejamos ser julgados.

Seguindo para a sexta tenda, com bandeira vermelha e preta em losango, temos os Intendentes dos Edifícios (oitavo Grau). Neste Grau, é ensinado que a Maçonaria, doutrina da Liberdade, Paz e Justiça, repudia a guerra entre classes, assim como entre nações.

Na tenda de bandeira preta, a quinta, encontram-se os Cavaleiros Eleitos dos IX, os Cavaleiros Eleitos dos XV e os Sublimes Cavaleiros Eleitos dos XII (nono, décimo e décimo primeiro Graus). No nono Grau, um Cavaleiro Eleito dos IX vinga a morte de um dos assassinos, aprendendo que ninguém tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos. No décimo Grau, a perseguição continua; os dois assassinos restantes são capturados e entregues à Justiça do Grande Rei. Não há asilo onde o criminoso possa escapar ao julgamento de sua consciência. No décimo primeiro Grau, após a vingança do Mestre, a reconstituição dos Cavaleiros Eleitos dos XV demonstra que, embora os homens passem, as Instituições permanecem, especialmente as que atendem a uma necessidade social, como a Maçonaria. Este é o fim do drama simbólico que começou no terceiro Grau com a morte de Hiram.

A quarta tenda, com bandeira preta e vermelha, abriga os Grão Mestres Arquitetos e os Cavaleiros do Arco Real (décimo segundo e décimo terceiro Graus). A toda grande obra é necessário um comando central. No décimo segundo Grau, Adonhiram é designado Arquiteto do Templo e, sob sua habilidosa direção, os trabalhos prosperam. Contudo, os Obreiros do Templo ainda desconhecem o nome divino perdido desde o Dilúvio. No décimo terceiro Grau, três corajosos Maçons descem numa caverna profunda em busca deste nome, simbolizando uma jornada ao interior da consciência humana. Descobrem a Palavra Sagrada, mas sem compreenderem seu significado, levam-na a Salomão, que instituí a Ordem do Real Machado em homenagem a eles.

A terceira tenda, com bandeira vermelha, é onde estão os Perfeitos e Sublimes Maçons ou Grandes Eleitos (décimo quarto Grau), que guardaram o conhecimento do Nome Místico após a destruição do Templo por Nabucodonosor. Chega-se à chamada Loja de Perfeito, onde termina o simbolismo do primeiro Templo e a série dos Graus hiramitas.

A segunda tenda, com bandeira verde-claro, assinala o acampamento dos Cavaleiros do Oriente ou da Espada (décimo quinto Grau). A Cavalaria não morreu, apenas se transformou, e a Maçonaria é sua herdeira. Os Cavaleiros do Oriente relembram as lutas para reconquistar a Judéia e os exilados repatriados por Zorobabel após o Édito de Ciro.

A primeira tenda, marcada por uma bandeira branca salpicada de carmim, abriga os Príncipes de Jerusalém, os Cavaleiros do Oriente e do Ocidente, e os Cavaleiros Rosa Cruzes (décimo sexto, décimo sétimo e décimo oitavo Graus). No décimo sexto Grau, os Príncipes de Jerusalém reerguem a Cidade Santa e se preparam para construir o segundo Templo. Neste Grau, aprende-se sobre a dificuldade de restaurar o Santuário da Liberdade após sua destruição. O décimo sétimo Grau relata como, após a destruição do segundo Templo, Clarimont encontrou o túmulo do Mestre e as Colunas J. e B., que serão utilizadas na nova edificação do Santuário. No décimo oitavo Grau, os Cavaleiros Rosa Cruzes, possuidores da Nova Lei, reacendem o fogo sagrado e celebram a ressurreição da natureza em memória de Jesus. Com isso, os Graus Capitulares se encerram; agora é hora de abordar os Graus Filosóficos ou Místicos.

Para isso, atravessareis o heptágono para visitar os lados exteriores do pentágono, parando junto de cada Estandarte.

O quinto Estandarte exibe a imagem da Arca da Aliança entre duas palmeiras e duas tochas acesas. Aqui acampam os Grandes Pontífices (Décimo Nono Grau), Mestres Ad-Vitam (Vigésimo Grau) e os Grão Mestres de todas as Lojas Simbólicas. Com o Colégio dos Pontífices, guardiães das tradições sagradas do Latium, evocamos as religiões municipais das antigas cidades, que confundiam o Culto da Divindade com o da Pátria, mas que, baseadas na concepção estrita do Poder Divino, desapareceram com o avanço do ideal universalista. No Vigésimo Grau, os Mestres das Lojas Simbólicas ensinam, através da prática da disciplina Maçônica, a arte de governar, que muitos políticos acreditam possuir por intuição, mas que, na verdade, é adquirida pela experiência e pelo estudo. Além disso, revelam o sentido das lendas universais, cujo exemplo mais perfeito se manifesta na morte e na ressurreição de Osires.

O quarto Estandarte traz a imagem de um boi. Aqui ficam os Noaquitas ou Cavaleiros Prussianos e os Cavaleiros do Real Machado ou Príncipes do Líbano (Vigésimo Primeiro e Vigésimo Segundo Graus). No Vigésimo Primeiro Grau, os Noaquitas, descendentes de Noé, relembram a antiga lenda do Patriarca do Dilúvio e da Arca, ensinada pelos padres caldeus em santuários de pirâmides de degraus, sobre as margens do Eufrates e do Tigre, muito antes de ser pronunciado o nome de Noé ou de Israel. No Vigésimo Segundo Grau, os Cavaleiros do Real Machado, Príncipes do Líbano, herdeiros dos Drusos, se exercitam com o machado, a serra e a plaina sobre os cedros do Líbano, demonstrando que toda atividade produtiva é nobilitante e que a Lei do Trabalho, longe de ser um castigo ou proscrição, é a condição primordial da vida e do progresso em todo o universo.

O terceiro Estandarte apresenta uma águia bicéfala ostentando uma coroa imperial, segurando uma espada e um coração sangrando. É o acampamento dos Chefes do Tabernáculo, dos Príncipes do Tabernáculo e dos Cavaleiros da Serpente de Bronze (Vigésimo Terceiro, Vigésimo Quarto e Vigésimo Quinto Graus). No mundo, dois Tabernáculos são célebres por originar cultos estritamente monoteístas: o Tabernáculo de Jerusalém, onde os Profetas, reagindo contra o formalismo sacerdotal, prepararam o advento de uma Religião universalista e espiritualista; e o Tabernáculo de Meca, onde o destruidor da idolatria árabe proclamou pela primeira vez a frase repetida até hoje pelos Muezzins de minareto em minareto: "Deus é Deus e Maomé é seu profeta!" O Maçom é inimigo das idolatrias; seu verdadeiro Tabernáculo é a consciência. Aí estão as Tábuas da Maçonaria. O Vigésimo Quinto Grau remete ao Oriente, onde o dragão lembra o animismo chinês, que Confúcio transmitiu em uma religião de moral prática, digna de nossos Templos.

O segundo Estandarte traz um coração incendiado e alado, coroado de louros. Aqui acampam os Príncipes da Mercê ou Escoceses Trinitários, os Grandes Comendadores do Templo e os Cavaleiros do Sol ou Príncipes Adeptos (Vigésimo Sexto, Vigésimo Sétimo e Vigésimo Oitavo Graus). Os Príncipes da Mercê, ao girar a roda da Lei, extraem da universalidade do sofrimento a Lei da solidariedade e o dever da abnegação; a única forma de romper o ciclo doloroso do Karma, vencendo-o com o altruísmo até o sacrifício de si mesmo, seguindo o exemplo de Buda. Ao lado deles, os Grandes Comendadores do Templo defendem a ação constante do espírito cavalheiresco a serviço de uma causa. Para eles, essa causa foi a libertação dos lugares santificados pela Paixão de Jesus; para nós, é a libertação da Humanidade, fertilizada pelo sangue dos mártires em todas as eras e raças. Os Cavaleiros do Sol ou Príncipes Adeptos, iniciados através do hermetismo nos mistérios da invencível Mitra, aprendem a escalar os sete degraus da Montanha Santa, praticando a Lei do dever, segundo a divisa dos discípulos de Zoroastro: "Bons Pensamentos, Boas Palavras, Boas Ações".

O primeiro Estandarte mostra um leão deitado com uma chave na boca. Aqui se reúnem os Grandes Cavaleiros de Santo André da Escócia ou Patriarcas das Cruzadas e os Cavaleiros Kadosh (Vigésimo Nono e Trigésimo Graus). Iniciados nos mistérios de uma igreja primitiva, no reino de João, os Grandes Cavaleiros de Santo André da Escócia ou Patriarcas das Cruzadas proclamam a Lei do amor, essência da Boa Nova, e ensinam a verdade filosófica oculta no símbolo da energia feita Carne. Os Cavaleiros Kadosh, depositários da doutrina secreta dos Templários, após subirem e descerem os degraus da Escada Dupla que leva ao conhecimento do Homem e do Universo, renovam o Juramento de vingar De Molay, lutando incessantemente, com as armas da Razão e da Liberdade, contra o absolutismo político e religioso que vitimou a Ordem do Templo. A partir daqui, a maioria dos Maçons está armada para o bom combate. Além, restam apenas Graus administrativos e a síntese do Real Segredo.

No interior do pentágono encontra-se um triângulo equilátero onde acampam os Grandes Inspetores Comendadores e os Príncipes do Real Segredo, juntamente com os Cavaleiros de Malta que se uniram à expedição. Em cada vértice do triângulo, veem-se um corvo, uma pomba e um fênix, simbolizando respectivamente a inteligência, a pureza e a imortalidade. No Grau 31, os Grandes Inspetores Comendadores, evocando memórias não da cruel Inquisição papal, mas da Santa Vêhme, que é uma das raízes da Maçonaria moderna, afirmam que a organização de uma justiça adequada, imparcial e independente é essencial para as sociedades humanas.

Atingimos o pórtico da tenda ocupada pelos Príncipes do Real Segredo, que relembram a essência e os objetivos da Maçonaria, compartilhando o último Arcano de que são guardiões. Além deste ponto, encontramos apenas os Grandes Inspetores Gerais, Grau 33, que dedicam toda a sua atividade e devoção à Ordem. Eles formam o Estado-Maior do Exército Maçônico, do qual os mais dedicados e valentes dentre vós serão promovidos. Esses Grandes Inspetores Gerais acampam ao redor da circunferência do círculo inscrito no triângulo. No centro deste círculo, na interseção dos braços da cruz de Santo André, ergue-se a tenda do Soberano Grande Comendador.

Após revisarmos os 33 Graus que formam a hierarquia do nosso Rito, não é preciso desvendar o significado oculto de cada um individualmente; o essencial é considerá-los em sua totalidade e na sua interconexão.

TFA

LOJA MÃE

  LOJA MÃE (PALESTRA)   Venerável Mestre, presidente desta sessão, Veneráveis Mestres das demais Lojas e Potências aqui presentes, Ofici...