OS OBJETIVOS DE UMA LOJA MAÇÔNICA E OS DEVERES DOS MAÇONS
LuCaS
Iniciamos perguntado: O que é Maçonaria?
Inúmeras são as definições que tentam satisfazer essa sã curiosidade. Apesar disso, acredito, como tantos outros Mestres dedicados à nossa Sublime Instituição, que a Maçonaria é uma escola de valores morais voltada para homens de bem que desejam tornar-se melhores, em prol de uma sociedade mais justa, igualitária, tolerante e feliz, incentivando a busca da verdade com plena liberdade. E seus ensinamentos se processam nas Lojas Maçônicas.
Cada Loja Maçônica é como uma pequena escola, que concede os três principais graus da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. As lojas reúnem-se periodicamente para tornar candidatos profanos interessados em Aprendizes, os quais passam a receber instruções de seu grau em cada reunião da Loja e, quando provam ter adquirido o conhecimento necessário, passam por uma nova cerimônia especial, tornando-se Companheiros e, da mesma forma, Mestres.
Além das reuniões instrutivas, há ainda as reuniões que tratam de questões administrativas, como as finanças da loja, suas ações filantrópicas, os corpos para-maçônicos, entre outras.
Permitam-me abrir um parêntese – (no organismo humano, o crescimento desorganizado de células é diagnosticado como câncer, que, na maioria das vezes, termina no falecimento de todo o organismo. Quando o organismo consegue sobreviver, geralmente o faz pela extirpação cirúrgica do conjunto de células que cresceu desorganizadamente, e esta solução é altamente traumática para todo o organismo. Melhor teria sido se as células tivessem crescido de forma natural e organizada). Argumento semelhante se aplica ao organismo denominado Loja Maçônica.
Portanto, uma Loja Maçônica deve se preocupar em crescer de forma organizada e harmoniosa.
Os Planos da Loja Maçônica: Administrativo e Litúrgico
As atividades de uma Loja se desdobram em dois planos igualmente importantes: o Administrativo e o Litúrgico. O primeiro diz respeito à continuidade da vida do organismo físico; o segundo, à energização deste organismo, permanentemente, pelo trabalho esotérico. O desenvolvimento equilibrado desses dois aspectos tornará possível a realização dos objetivos da Ordem Maçônica, que é a razão de ser da Loja.
No Plano Administrativo, a Loja deve estar organizada de forma a funcionar harmoniosamente, com suas funções bem distribuídas e com a realização dos trabalhos administrativos no momento adequado, fazendo com que o apoio necessário seja efetivo para permitir que a Loja cumpra sua atividade-fim, que é formar Verdadeiros Maçons. As atribuições das Luzes, Dignidades e Oficiais devem ser rigorosamente cumpridas conforme os regulamentos da Ordem, da Potência e da Loja. É dever desses Irmãos estudar a melhor forma de executar os trabalhos de Secretaria, Oratória, Tesouraria, Chancelaria, Hospitalaria, Vigilâncias (principais instrutores dos Aprendizes e Companheiros), Veneralato, etc.
Para que a Loja cumpra bem seu papel de formar Maçons, todos os seus obreiros devem manter a regularidade de frequência, participar ativamente nas atividades da Loja, estar sempre em dia com suas obrigações pecuniárias (per capita, mensalidades e outras taxas), conhecer e vivenciar bem os procedimentos ritualísticos e litúrgicos.
No Plano Litúrgico, os Iniciados, de qualquer Grau, devem observar a prática do Ritual, visto que o Ritual Maçom é o conjunto de atos litúrgicos e não litúrgicos que, coerentemente com a linha do pensamento filosófico do Rito a que pertence a Loja, estabelece a maneira adequada de realizar os trabalhos durante a Sessão Ritualística. Não existe Ritual mais certo ou menos certo. Cada Ritual deve ser executado conforme está prescrito, sem acréscimos ou supressões.
Comportamento Ritualístico no R⸫E⸫A⸫A⸫
O comportamento ritualístico do maçom não se resume só em aprender e cumprir o que está determinado pela ritualística, mas também em compreender a razão e o porquê das práticas ritualísticas.
Para ilustrar o que foi dito acima, cito algumas condutas ritualísticas próprias do R⸫E⸫A⸫A⸫:
1. Não proferir preces e orações no Átrio quando da preparação para ingressar no Templo (independente do grau);
2. Sempre circular no sentido horário quando dos deslocamentos de uma para outra Coluna em Loja aberta (independente do grau);
3. Em Loja aberta, estando em pé e parado, deve ficar à Ordem (independente do grau);
4. Exceto os Vigilantes, no Ocidente, em Loja aberta, quem usar da palavra, fala à Ordem (independente do grau);
5. Ninguém faz Sinal utilizando-se de um instrumento durante a execução de um trabalho (independente do grau);
6. O Aprendiz deve ocupar o topo da Coluna do Norte junto às seis primeiras Colunas Zodiacais. Elas representam a caminhada iniciática do Primeiro Grau – inicia em Áries e termina em Virgem;
7. O Aprendiz ou Companheiro Maçom não ingressa no Oriente. Nesse espaço só adentram Mestres Maçons;
8. Salvo na Marcha do Grau, o maçom em deslocamento não anda com o Sinal composto (independente do grau);
9. O maçom retardatário só deve ingressar no Templo com formalidade ritualística e, ao pedir ingresso nessa condição, fazê-lo sempre pela bateria de Aprendiz (independente do grau);
10. Somente utilizar a palavra quando devidamente autorizado pelo Vigilante da Coluna ou pelo Venerável Mestre (independente do grau).
Essas são algumas regras que ilustram o modo de se comportar ritualisticamente em Loja. Existem muitas outras, mas, pelo espaço exíguo aqui disponível, não há como mencioná-las por completo. Registre-se, entretanto, que para essas regras não existe escala de importância, pois todas constituem a estrutura que dá feição ao comportamento ritualístico do maçom na Loja. No nosso Ritual de Aprendiz, encontramos diversas normas de conduta que devemos adotar.
VAMOS ESTUDAR
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