LuCaS
Meus Irmãos, é um prazer
estar aqui hoje para refletirmos sobre a evolução e o futuro da Maçonaria — uma
fraternidade que, ao longo dos séculos, tem sido guiada por princípios de
liberdade, igualdade e fraternidade, e que agora começa a vislumbrar novos
caminhos para se adaptar aos desafios do nosso tempo.
Desde suas origens na
Idade Média, como uma guilda de pedreiros, a Maçonaria evoluiu
significativamente, passando de uma associação de trabalhadores para uma
fraternidade especulativa e filosófica. Essa transição, que ganhou força nos
séculos XVI e XVII, deu origem à chamada Maçonaria Moderna ou Especulativa,
estabelecendo marcos como a Primeira Grande Loja de Londres, em 1717, e
solidificando os valores que conhecemos hoje.
Contudo, como toda
instituição viva, a Maçonaria está em constante transformação. Agora, começam a
emergir conceitos como a Maçonaria Executiva e a Maçonaria Empresarial. Essas
ideias ainda estão em fases embrionárias, mas oferecem uma visão promissora do
que pode ser a fraternidade no futuro. Elas sugerem uma aplicação prática dos
valores maçônicos no contexto contemporâneo, explorando temas como liderança
ética, gestão responsável e colaboração no ambiente empresarial.
Pensem na Maçonaria
Executiva como uma ferramenta potencial para o desenvolvimento de líderes.
Imagine maçons ocupando posições de destaque, guiados por princípios de
integridade e resiliência, inspirando mudanças positivas em suas organizações.
Da mesma forma, a Maçonaria Empresarial abre caminhos para o fomento de redes
de apoio mútuo entre maçons empreendedores, fortalecendo laços de cooperação e
inovação.
Porém, é importante
destacar: essas ideias ainda não são uma realidade consolidada. Elas
representam um convite à reflexão e à experimentação, propondo uma transição da
Maçonaria Moderna para uma versão mais alinhada às demandas e aos desafios do
mundo atual. É uma transformação que, se ocorrer, dependerá da vontade coletiva
das Lojas e de seus membros.
Esta não é uma ruptura
com o passado, mas sim uma evolução que honra as tradições enquanto busca
responder às necessidades do futuro. Afinal, os princípios maçônicos—como a
busca pelo autoconhecimento, o trabalho em equipe e a construção de um mundo
melhor — são tão relevantes hoje quanto eram no século XVIII.
Então, deixo aqui uma
provocação: qual será o papel de cada um de nós nessa possível transformação?
Como podemos ajudar a moldar uma Maçonaria que esteja não apenas conectada ao
seu passado, mas profundamente enraizada em seu compromisso com o futuro?
TFA
Silva, L.C. Em Busca da
Maçonaria Inclusiva. In: Maçonaria Inclusiva. Editora CMSB, Brasília, DF. 2024.
p. 37-72.
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