quarta-feira, 5 de março de 2025

Eu Queria Ser

LuCaS 

Eu queria ser alguém que compreende que o verdadeiro poder reside na compaixão e na solidariedade. Eu queria ser uma alma livre, que não se prende a fronteiras ou bandeiras, pois a terra pertence a todos nós, independentemente de onde nascemos ou crescemos.

 Eu queria ser um ser humano que vê o valor intrínseco em cada pessoa, que reconhece que as leis não precisam nos separar, mas sim nos unir em nossa humanidade compartilhada. Eu queria ser um defensor da liberdade individual, mas sempre com um olhar atento para o bem-estar coletivo, compreendendo que minha liberdade não deve prejudicar a dos outros.

 Eu queria ser um guardião da natureza, alguém que valoriza e respeita o mundo ao nosso redor, entendendo que não somos proprietários, mas sim cuidadores temporários de um planeta que deve ser preservado para futuras gerações. Eu queria ser alguém que pratica a simplicidade voluntária, valorizando experiências e conexões humanas acima de posses materiais, encontrando a verdadeira riqueza na abundância que a natureza nos oferece generosamente.

 Eu queria ser uma voz que clama por justiça, equidade e inclusão, acreditando que um mundo melhor é possível quando trabalhamos juntos para derrubar barreiras e construir pontes de entendimento e colaboração. Eu queria ser um visionário, que sonha com um futuro onde a paz e a harmonia sejam a norma, e onde cada indivíduo possa florescer em seu potencial pleno sem medo de opressão ou discriminação.

 Eu queria ser um farol de esperança, iluminando o caminho para aqueles que buscam um mundo mais justo e compassivo, inspirando outros a se juntarem a essa jornada de transformação e renovação. Eu queria ser um anarquista no sentido mais puro e idealista, alguém que acredita que, através do amor, da empatia e do respeito mútuo, podemos criar uma sociedade onde todos são valorizados e ninguém é deixado para trás.


Apocalipse, "A visão do livro selado com sete selos e a do Cordeiro"

 

LuCaS

INTRODUÇÃO

A visão do livro selado com sete selos e a do Cordeiro possui uma rica interpretação filosófica que aborda a busca pela sabedoria, a necessidade de dignidade moral, a angústia da humanidade na busca pela verdade, e a esperança na eventual vitória da justiça. Esses temas são profundamente ressonantes tanto no contexto filosófico quanto no maçônico, especialmente no Grau 17 do REAA.

a)      Interpretação Filosófica

A interpretação filosófica da passagem abrange vários níveis de significado, integrando elementos teológicos, simbólicos e éticos, como veremos a seguir:

1. Símbolo do Conhecimento Oculto e da Sabedoria

O livro selado com sete selos pode ser visto como um símbolo do conhecimento oculto e da sabedoria que está além do entendimento comum. A abertura dos selos representa a revelação de verdades espirituais profundas e misteriosas que estão ocultas à humanidade comum. Esta imagem remete à busca pela iluminação e pela compreensão das verdades fundamentais do universo, um tema central em muitas tradições filosóficas e espirituais.

2. A Busca pela Dignidade e Virtude

A pergunta do anjo "Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?" reflete a ideia de que a verdadeira sabedoria e conhecimento só podem ser alcançados por aqueles que possuem uma dignidade moral e espiritual excepcional. Isso sugere que a busca pelo conhecimento é também uma jornada de aprimoramento pessoal, onde a integridade e a virtude são essenciais.

3. A Angústia da Humanidade

O choro de João porque ninguém foi encontrado digno de abrir o livro representa a angústia e o desespero da humanidade diante da sua incapacidade de alcançar a verdade e a sabedoria por seus próprios meios. Filosoficamente, isso pode ser interpretado como uma metáfora para a condição humana de busca incessante por sentido e compreensão, muitas vezes enfrentando barreiras e limitações.

4. A Esperança na Justiça e na Verdade

A chegada do "Leão da Tribo de Judá" e a "Raiz de Davi", que vence para abrir o livro e os seus sete selos, simboliza a vitória da justiça, da verdade e da redenção. Filosoficamente, isso pode ser visto como a esperança de que a verdade e a justiça prevalecerão, mesmo diante das dificuldades e desafios. O leão é um símbolo de força, coragem e liderança, indicando que a sabedoria e a justiça serão alcançadas através do esforço moral e espiritual.

b)      Interpretação Maçônica

No contexto da Maçonaria, especialmente no Grau 17 do Rito Escocês Antigo e Aceito, essa passagem pode ser interpretada como uma alegoria da busca maçônica pela iluminação espiritual e pela verdade.

O Grau 17, conhecido como "Cavaleiro do Oriente e do Ocidente" ou "Cavaleiro do Oriente e do Ocidente", é um dos graus filosóficos do REAA. Este grau é caracterizado pela busca da verdade e da compreensão da ligação entre o Oriente (fonte de luz espiritual) e o Ocidente (lugar onde a luz se manifesta). Ele enfatiza a busca pelo conhecimento e pela sabedoria, bem como a importância da justiça, da integridade e da responsabilidade moral.

No contexto do Grau 17, o livro selado com sete selos pode ser interpretado como um símbolo do conhecimento oculto e das verdades espirituais que estão além do entendimento comum. A busca pela abertura dos selos representa a busca maçônica pela iluminação e pela compreensão das verdades profundas e universais. O número sete tem um significado simbólico importante na Maçonaria, representando a perfeição e a completude espiritual.

Dignidade de Abrir o Livro:

A pergunta "Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?" ecoa a busca maçônica pela sabedoria e a necessidade de encontrar aqueles que estão espiritualmente preparados e moralmente íntegros para acessar esses conhecimentos profundos. Isso reflete o princípio maçônico de que a verdadeira iluminação espiritual só pode ser alcançada por aqueles que possuem virtude e integridade.

Choro pela Falta de Dignidade:

O choro de João pela falta de alguém digno de abrir o livro simboliza a angústia da humanidade em busca de entendimento e justiça. Na Maçonaria, isso pode ser visto como um lembrete da importância de trabalhar continuamente em prol da perfeição moral e espiritual para se tornar digno de receber a luz do conhecimento.

Leão da Tribo de Judá:

A figura do "Leão da Tribo de Judá" e a "Raiz de Davi" que vence para abrir o livro e os selos representa a vitória da justiça e da verdade. No contexto maçônico, isso simboliza a busca pela retidão e a crença de que a justiça prevalecerá. O leão é frequentemente associado à força, coragem e liderança, qualidades que são valorizadas na Maçonaria e que os maçons são incentivados a emular.

Conclusão

"A visão do livro selado com sete selos e a do Cordeiro" pode ser interpretado, sob a perspectiva da Maçonaria e do Grau 17 do REAA, como uma alegoria da busca pela iluminação espiritual, integridade moral e justiça. A mensagem sublinha a importância de virtude, sabedoria e dedicação na jornada maçônica para se tornar digno de acessar as verdades ocultas e profundas do universo.

BIBLIOGRAFIA

(1) Apocalipse 5: Estudo e Comentário versículo por versículo da Bíblia. https://www.apologeta.com.br/apocalipse-5/.

(2) Quem São os 24 Anciãos do Apocalipse? – Estilo Adoração. https://estiloadoracao.com/24-anciaos/.

(3) Qual o significado dos sete selos do Apocalipse? – Articulando Ideias. https://www.articulandoideias.com.br/2021/01/Qual-o-significado-dos-sete-selos-do-apocalipse.html.

(4) Os Sete Selos em Apocalipse – Estilo Adoração. https://estiloadoracao.com/os-sete-selos-em-apocalipse/.

(5) Os 7 Selos do Apocalipse: Significado e Simbolismo – BIBLIOTECA DO PREGADOR. https://bibliotecadopregador.com.br/quais-sao-os-sete-selos-do-apocalipse/.


RESUMO DAS ESCOLAS DE PENSAMENTO MAÇÔNICO


LuCaS

Este documento tem como objetivo apresentar as diferentes Escolas de Pensamento Maçônicos. Considerando que todas essas quatro escolas influenciaram e ainda influenciam, de uma forma ou de outra, praticamente todos os escritores e historiadores maçônicos, é essencial destacar cada uma delas e suas características mais importantes. O conhecimento dessas escolas é fundamental para a interpretação das ideias e ações dos membros da Maçonaria ao longo dos diversos eventos e acontecimentos históricos.

  • 1.  Escola Autêntica ou Histórica

A abordagem desta escola baseia-se no exame minucioso das antigas tradições da Ordem Maçônica, utilizando registros autênticos acessíveis ao historiador, como atas de Lojas, documentos legais e outros registros disponíveis. Com registros escritos sobre a Maçonaria especulativa datando pouco antes de seu renascimento em 1717, e atas operativas mais antigas remontando a 1598, os defensores desta escola apontam as Lojas e Corporações da Idade Média como origem da Maçonaria. Eles acreditam que os elementos especulativos (símbolos, alegorias etc.) foram enxertados posteriormente ao tronco operativo. Ao aceitar que o simbolismo e o cerimonial maçônico são anteriores a 1717, esta escola limita sua busca aos construtores medievais.

  • 2.   Escola Antropológica ou Primitiva

Esta escola aplica descobertas antropológicas ao estudo da Maçonaria, alcançando resultados notáveis. Antropologistas reuniram vastas informações sobre costumes religiosos e iniciáticos de diversos povos, antigos e modernos. Estudiosos maçônicos identificaram, neste campo, sinais e símbolos dos graus especulativos e operativos em pinturas murais, esculturas, gravuras e edifícios das principais culturas do mundo, encontrando semelhanças entre civilizações que não tiveram contato físico. Esta escola atribui à Maçonaria uma antiguidade maior do que a reconhecida pelos historiadores tradicionais, fazendo analogias com os antigos Mistérios de várias nações e suas cerimônias semelhantes às das Lojas Maçônicas atuais. As investigações antropológicas revelam que os maçons são herdeiros de uma tradição antiquíssima, ligada aos mais sagrados mistérios do culto religioso.

  • 3.   Escola Mística ou Teológica

Esta escola explora os mistérios da Ordem pela perspectiva do despertar espiritual e do desenvolvimento interior do homem. Pensadores desta filosofia, analisando suas experiências espirituais, afirmam que os graus da Ordem simbolizam estados de consciência que precisam ser despertados individualmente pelos iniciados para atingirem e conquistarem os tesouros do espírito. Eles testemunham a validade dos ritos maçônicos em uma dimensão que pertence mais à religião do que à ciência. O objetivo do misticismo é a união consciente com Deus, e a Oficina retrata o caminho para esse objetivo, oferecendo um roteiro para orientar a jornada do buscador do Supremo. Esses seguidores priorizam a interpretação dos símbolos ao invés da pesquisa histórica, buscando viver de acordo com os símbolos da Ordem para alcançar a realidade espiritual que representam.

  • 4.   Escola Oculta ou Esotérica

O principal postulado desta escola é a eficácia sacramental do cerimonial maçônico quando executado de maneira correta e regular. Pode ser definida como o estudo e conhecimento do lado oculto da natureza através dos poderes internos do homem, geralmente adormecidos na maioria das pessoas. Esses poderes podem ser despertados e treinados por meio de disciplina e meditação cuidadosas. O objetivo do ocultista é alcançar a união com Deus através do conhecimento e da vontade, treinando toda a sua natureza - física, emocional e mental - até que se torne uma expressão perfeita do espírito divino interno, permitindo que seja um instrumento eficiente no grande Plano de Deus para a evolução humana, simbolizado pela construção do Santo Templo na Maçonaria. Para o ocultista, a observância exata das formas é crucial, e, através da magia cerimonial, ele cria um veículo para que a luz divina possa descer e se difundir em auxílio ao mundo, invocando a ajuda de Anjos, espíritos da natureza e outros seres dos mundos invisíveis. A Maçonaria pode se adaptar às necessidades de cada irmão para promover seu bem-estar e integração.

Abrir o Livro da Lei em AMÓS, por quê?

 

 

“Mostrou-me também isto: eis que o Senhor estava sobre Cap. 7um muro levantado a prumo; e tinha um prumo na mão. O Senhor me disse: Que vês tu, Amós? Respondi: Um prumo. Então, me disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo de Israel; e jamais passarei por ele”.

 

Na Maçonaria, um dos Graus envolve a leitura do Livro da Lei, especificamente Amós Capítulo 7, Versículos 7 e 8.

O livro de Amós é especialmente relevante para nossa sociedade atual, pois aborda questões como justiça social, responsabilidade moral e a importância da integridade. A justiça social é um tema central em Amós, onde o profeta condena a opressão dos pobres e as injustiças sociais cometidas pelos poderosos de sua época. Ele chama a atenção para a corrupção, a exploração e a falta de equidade na sociedade, como exemplificado em Amós 5:24: "Corra, porém, a justiça como as águas, e a retidão como um ribeiro perene." Essa mensagem ressoa fortemente em um mundo onde muitas pessoas ainda sofrem com desigualdades econômicas e sociais. 

As questões de justiça social levantadas por Amós são extremamente relevantes hoje, refletindo-se em movimentos contemporâneos que lutam por igualdade, direitos humanos e justiça econômica. Organizações e indivíduos que trabalham para reduzir a pobreza, combater a discriminação e promover a justiça social continuam a buscar mudanças inspiradas por princípios semelhantes aos defendidos por Amós. Nesse contexto, a Maçonaria desempenha um papel significativo, pois valoriza a justiça, a igualdade e a fraternidade. Os princípios de integridade, honestidade e moralidade que são fundamentais na Maçonaria alinham-se bem com os ensinamentos de Amós sobre responsabilidade moral e justiça. 

Além disso, Amós enfatiza a importância da integridade pessoal e da fidelidade aos princípios divinos. Ele critica a hipocrisia daqueles que praticam rituais religiosos, mas negligenciam a justiça e a retidão em suas vidas diárias (Amós 5:21-23). Em uma era onde a integridade e a ética estão sob constante escrutínio, seja no governo, negócios ou vida pessoal, a mensagem de Amós para viver com fidelidade e sinceridade é crucial. A transparência e a responsabilidade são valores cada vez mais demandados por cidadãos e consumidores, refletindo a rejeição da hipocrisia que Amós condena. 

A Maçonaria ensina que os maçons devem ser pessoas de alta moralidade e integridade, vivendo de acordo com os princípios que professam. Os maçons são encorajados a serem bons exemplos em suas comunidades, demonstrando fidelidade aos valores de justiça e retidão que Amós defendeu. Outro tema importante em Amós é o chamado ao arrependimento, onde o profeta clama repetidamente pelo arrependimento e pede ao povo que se volte para Deus e abandone seus maus caminhos. Ele alerta sobre as consequências do pecado e da injustiça, mas também oferece esperança de restauração para aqueles que se arrependem. 

A ideia de mudança e renovação é central na Maçonaria, que encoraja a refletir sobre si e a melhoria contínua. Os maçons são incentivados a trabalhar em prol de um mundo melhor, promovendo a justiça, a paz e a harmonia em suas comunidades. A mensagem de Amós sobre responsabilidade moral e social também encontra eco na Maçonaria. Os maçons são ensinados a serem cidadãos responsáveis, comprometidos com o bem-estar de suas comunidades e nações. Eles são encorajados a agir com responsabilidade e a assumir um papel ativo na promoção do bem comum. Amós, como profeta, buscava educar e orientar o povo de Israel em direção à justiça e à retidão. De maneira semelhante, a Maçonaria valoriza a educação e a busca pela sabedoria. Os maçons são incentivados a buscar conhecimento e a se aprimorar continuamente, tanto em termos pessoais quanto comunitários.

Portanto, deve-se abrir o Livro da Lei e Ler AMÓS porque os ensinamentos de Amós sobre justiça social, integridade e arrependimento estão profundamente alinhados com os princípios e valores da Maçonaria. Ao promover esses ideais, a Maçonaria desempenha um papel significativo na construção de uma sociedade mais justa, equitativa e moralmente íntegra, inspirando seus membros a serem agentes de mudança positiva em suas comunidades.

LuCaS

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A BATALHA DE DAVI E GOLIAS

 

A batalha entre Davi e Golias é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia, especificamente do Antigo Testamento. É relatada no primeiro livro de Samuel, capítulo 17. A narrativa conta como o jovem Davi, um simples pastor, enfrentou e derrotou o gigante guerreiro filisteu Golias com apenas uma funda e uma pedra. Esta história é frequentemente vista como um exemplo de fé, coragem e a ideia de que o poder de Deus pode ajudar os aparentemente fracos a vencerem os fortes.

Nos tempos atuais, a história de Davi e Golias pode ser vista como uma metáfora poderosa para desafios pessoais e sociais. Davi, com sua simplicidade e coragem, representa qualquer pessoa que enfrenta obstáculos aparentemente insuperáveis. Golias simboliza esses desafios gigantescos que surgem em nossas vidas, sejam eles injustiças, dificuldades financeiras, doenças ou qualquer outra adversidade que exija coragem e fé para serem superadas.

A história nos lembra que, com determinação, fé e inteligência, é possível vencer até os desafios mais assustadores. Este é um lembrete valioso em um mundo onde somos constantemente confrontados com problemas complexos e muitas vezes desanimadores. A abordagem inovadora e estratégica de Davi – utilizando uma funda em vez de se envolver em combate corpo a corpo – também reforça a importância da inovação e da criatividade, especialmente em um cenário de negócios onde empresas menores e mais ágeis frequentemente superam concorrentes maiores através de soluções inovadoras.

No contexto maçônico, a história de Davi e Golias adquire uma camada adicional de significado através dos seus ricos simbolismos.

Davi, o jovem pastor, pode ser visto como o Aprendiz Maçom, que inicia sua jornada com humildade, determinação e um desejo profundo de crescimento moral e intelectual. O gigante Golias representa os obstáculos e desafios que o Aprendiz enfrenta ao longo de sua jornada de aperfeiçoamento, utilizando-se da Régua, do Malho e do Cinzel com a inteligência e a razão.

Para o Companheiro Maçom, que avança no conhecimento e na prática maçônica, a história de Davi e Golias simboliza a superação dos desafios através do estudo, da observação e do uso habilidoso das ferramentas adquiridas ao longo da vida. A funda e a pedra de Davi podem simbolizar as ferramentas maçônicas, como o Esquadro, a Alavanca e o Compasso, que representam a retidão, a moralidade e a aplicação prática do conhecimento.

A Alavanca, em particular, simboliza a importância de aplicar o conhecimento adquirido de maneira prática e útil para gerar benefícios reais e tangíveis. Assim como uma alavanca é usada para realizar trabalho físico, o maçom deve utilizar seu conhecimento de forma estratégica e eficaz para superar os desafios da vida.

Assim como Davi utilizou essas ferramentas de maneira inteligente e estratégica, o Companheiro Maçom é encorajado a usar suas ferramentas simbólicas com sabedoria e virtude para superar os obstáculos e alcançar o aperfeiçoamento moral e intelectual.

Para o Mestre Maçom, a história é um lembrete da importância da liderança, da sabedoria e da benevolência.

O Mestre Maçom deve guiar e apoiar os Aprendizes e Companheiros, ajudando-os a superar seus próprios "Golias" internos e externos. A vitória de Davi sobre Golias pode ser vista como uma representação da vitória do conhecimento e da luz sobre a ignorância e a escuridão. No simbolismo maçônico, essa luta constante pela iluminação e pelo aperfeiçoamento é central para o progresso do indivíduo e da sociedade como um todo.

Essa interpretação reforça a ideia de que, independentemente do tamanho dos desafios que enfrentamos, a fé, a coragem e o uso sábio das ferramentas que possuímos podem nos ajudar a triunfar. É um poderoso lembrete de que, com determinação e inovação, os desafios mais formidáveis podem ser superados.

LuCaS

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

O Esquadro, o Compasso e a Bíblia

 O Esquadro,  o Compasso e a Bíblia 

LuCaS


A Maçonaria, uma das mais antigas e enigmáticas sociedades fraternas do mundo, emprega símbolos poderosos e profundamente significativos para transmitir seus princípios filosóficos e morais. Entre esses símbolos, destacam-se o esquadro, o compasso e a Bíblia, que juntos formam uma representação rica e complexa de valores e aspirações.

O esquadro, com suas linhas retas e ângulos precisos, é símbolo de retidão, justiça e equilíbrio. Representa a harmonia, os limites e a responsabilidade que devem ser mantidos no mundo físico. É um lembrete constante da importância da honestidade, da integridade e da vida correta em nossas ações diárias.

Por outro lado, o compasso, com sua capacidade de traçar círculos perfeitos, simboliza a sabedoria, o conhecimento e a criação. É uma ferramenta que inspira limites e autocontrole, ligando-se à espiritualidade e ao crescimento pessoal. O compasso nos lembra de expandir nossos horizontes, buscar a perfeição e manter o equilíbrio interior.

Quando unidos, o esquadro e o compasso representam a união harmoniosa entre a matéria e o espírito. Eles simbolizam a harmonia entre a razão e a intuição, a conexão entre a humanidade e a divindade, e a busca incessante pela perfeição moral e espiritual. Essa combinação reflete a essência da Maçonaria: o equilíbrio entre o mundo tangível e o intangível, entre o físico e o metafísico.

A Bíblia, que serve de base para esses símbolos, é um poderoso emblema da verdade divina, sabedoria ancestral, moralidade e ética. Representa o fundamento espiritual sobre o qual os maçons constroem suas vidas e suas crenças. A Bíblia é um guia espiritual que fornece ensinamentos profundos e inspirações morais, representando a busca pela verdade e pela união com o divino.

Essa representação simbólica na Maçonaria não é apenas um conjunto de emblemas, mas sim um reflexo da busca contínua pela perfeição, pelo equilíbrio, pela sabedoria e pela união com o divino. É um convite para que cada maçom explore seu potencial, cresça em virtude e se esforce para alcançar a excelência em todas as facetas da vida.

TFA

domingo, 8 de dezembro de 2024

OS OBJETIVOS DE UMA LOJA MAÇÔNICA E OS DEVERES DOS MAÇONS

LuCaS

Iniciamos perguntado: O que é Maçonaria?

Inúmeras são as definições que tentam satisfazer essa sã curiosidade. Apesar disso, acredito, como tantos outros Mestres dedicados à nossa Sublime Instituição, que a Maçonaria é uma escola de valores morais voltada para homens de bem que desejam tornar-se melhores, em prol de uma sociedade mais justa, igualitária, tolerante e feliz, incentivando a busca da verdade com plena liberdade. E seus ensinamentos se processam nas Lojas Maçônicas.

Cada Loja Maçônica é como uma pequena escola, que concede os três principais graus da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. As lojas reúnem-se periodicamente para tornar candidatos profanos interessados em Aprendizes, os quais passam a receber instruções de seu grau em cada reunião da Loja e, quando provam ter adquirido o conhecimento necessário, passam por uma nova cerimônia especial, tornando-se Companheiros e, da mesma forma, Mestres.

Além das reuniões instrutivas, há ainda as reuniões que tratam de questões administrativas, como as finanças da loja, suas ações filantrópicas, os corpos para-maçônicos, entre outras.

Permitam-me abrir um parêntese – (no organismo humano, o crescimento desorganizado de células é diagnosticado como câncer, que, na maioria das vezes, termina no falecimento de todo o organismo. Quando o organismo consegue sobreviver, geralmente o faz pela extirpação cirúrgica do conjunto de células que cresceu desorganizadamente, e esta solução é altamente traumática para todo o organismo. Melhor teria sido se as células tivessem crescido de forma natural e organizada). Argumento semelhante se aplica ao organismo denominado Loja Maçônica.

Portanto, uma Loja Maçônica deve se preocupar em crescer de forma organizada e harmoniosa.

Os Planos da Loja Maçônica: Administrativo e Litúrgico

As atividades de uma Loja se desdobram em dois planos igualmente importantes: o Administrativo e o Litúrgico. O primeiro diz respeito à continuidade da vida do organismo físico; o segundo, à energização deste organismo, permanentemente, pelo trabalho esotérico. O desenvolvimento equilibrado desses dois aspectos tornará possível a realização dos objetivos da Ordem Maçônica, que é a razão de ser da Loja.

No Plano Administrativo, a Loja deve estar organizada de forma a funcionar harmoniosamente, com suas funções bem distribuídas e com a realização dos trabalhos administrativos no momento adequado, fazendo com que o apoio necessário seja efetivo para permitir que a Loja cumpra sua atividade-fim, que é formar Verdadeiros Maçons. As atribuições das Luzes, Dignidades e Oficiais devem ser rigorosamente cumpridas conforme os regulamentos da Ordem, da Potência e da Loja. É dever desses Irmãos estudar a melhor forma de executar os trabalhos de Secretaria, Oratória, Tesouraria, Chancelaria, Hospitalaria, Vigilâncias (principais instrutores dos Aprendizes e Companheiros), Veneralato, etc.

Para que a Loja cumpra bem seu papel de formar Maçons, todos os seus obreiros devem manter a regularidade de frequência, participar ativamente nas atividades da Loja, estar sempre em dia com suas obrigações pecuniárias (per capita, mensalidades e outras taxas), conhecer e vivenciar bem os procedimentos ritualísticos e litúrgicos.

No Plano Litúrgico, os Iniciados, de qualquer Grau, devem observar a prática do Ritual, visto que o Ritual Maçom é o conjunto de atos litúrgicos e não litúrgicos que, coerentemente com a linha do pensamento filosófico do Rito a que pertence a Loja, estabelece a maneira adequada de realizar os trabalhos durante a Sessão Ritualística. Não existe Ritual mais certo ou menos certo. Cada Ritual deve ser executado conforme está prescrito, sem acréscimos ou supressões.

Comportamento Ritualístico no R⸫E⸫A⸫A⸫

O comportamento ritualístico do maçom não se resume só em aprender e cumprir o que está determinado pela ritualística, mas também em compreender a razão e o porquê das práticas ritualísticas.

Para ilustrar o que foi dito acima, cito algumas condutas ritualísticas próprias do R⸫E⸫A⸫A⸫:

1. Não proferir preces e orações no Átrio quando da preparação para ingressar no Templo (independente do grau);

2. Sempre circular no sentido horário quando dos deslocamentos de uma para outra Coluna em Loja aberta (independente do grau);

3. Em Loja aberta, estando em pé e parado, deve ficar à Ordem (independente do grau);

4. Exceto os Vigilantes, no Ocidente, em Loja aberta, quem usar da palavra, fala à Ordem (independente do grau);

5. Ninguém faz Sinal utilizando-se de um instrumento durante a execução de um trabalho (independente do grau);

6. O Aprendiz deve ocupar o topo da Coluna do Norte junto às seis primeiras Colunas Zodiacais. Elas representam a caminhada iniciática do Primeiro Grau – inicia em Áries e termina em Virgem;

7. O Aprendiz ou Companheiro Maçom não ingressa no Oriente. Nesse espaço só adentram Mestres Maçons;

8. Salvo na Marcha do Grau, o maçom em deslocamento não anda com o Sinal composto (independente do grau);

9. O maçom retardatário só deve ingressar no Templo com formalidade ritualística e, ao pedir ingresso nessa condição, fazê-lo sempre pela bateria de Aprendiz (independente do grau);

10. Somente utilizar a palavra quando devidamente autorizado pelo Vigilante da Coluna ou pelo Venerável Mestre (independente do grau).

Essas são algumas regras que ilustram o modo de se comportar ritualisticamente em Loja. Existem muitas outras, mas, pelo espaço exíguo aqui disponível, não há como mencioná-las por completo. Registre-se, entretanto, que para essas regras não existe escala de importância, pois todas constituem a estrutura que dá feição ao comportamento ritualístico do maçom na Loja. No nosso Ritual de Aprendiz, encontramos diversas normas de conduta que devemos adotar.

VAMOS ESTUDAR


A Importância Histórica e Religiosa do Templo de Salomão

O Templo de Salomão e a Maçonaria

LuCaS

A Importância Histórica e Religiosa do Templo de Salomão


O Templo de Salomão, também conhecido como o Primeiro Templo, é um marco de profunda relevância nos contextos religiosos e históricos do Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e na Maçonaria. Construído durante o reinado do Rei Salomão no século X a.C., este magnífico edifício era considerado o epicentro espiritual de Israel, um lugar de culto e o lar da Arca da Aliança. Além de ser um símbolo de fé, o Templo de Salomão representava a unidade do povo israelita e a centralização do culto a Yahweh, unificando as diversas tribos sob uma única religião e um único Deus.

A Conexão Profunda entre o Rei Salomão e o Templo

O Rei Salomão, filho do Rei David e Bate-Seba, é lembrado na história como um sábio e próspero governante. Entre suas realizações notáveis, destaca-se a construção do Templo de Salomão em Jerusalém como um testemunho da sua dedicação à fé e à preservação dos artefatos religiosos de Israel, incluindo a sagrada Arca da Aliança. Salomão é frequentemente retratado como um monarca visionário, cujos projetos arquitetônicos e diplomáticos estabeleceram um período de paz e prosperidade em Israel. O Templo de Salomão não era apenas um local de culto, mas também um símbolo da sabedoria e da justiça de Salomão, refletindo sua reputação como um governante divinamente inspirado.

As narrativas encontradas na Bíblia Hebraica, especialmente nos livros de Primeiros Reis e Segundo Crónicas, detalham a construção do Templo de Salomão. De acordo com esses relatos, a edificação do templo teve como objetivo honrar a Deus e consolidar a adoração a Yahweh em Israel. O templo foi concebido não apenas como uma representação física da presença divina, mas também como um ponto de ligação entre o céu e a terra, um "eixo mundi". Esta concepção refletia a crença de que o templo era um microcosmo do universo, onde os céus e a terra se encontravam, tornando-se o centro espiritual e cósmico de Israel.

 Arquitetura e Características Únicas

A descrição do Templo de Salomão, encontrada na Bíblia Hebraica, oferece uma visão detalhada da sua arquitetura singular. O templo tinha aproximadamente 27 metros de comprimento, 9 metros de largura e 13,5 metros de altura, dividido em três seções principais: o alpendre, o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Cada uma dessas áreas possuía uma função e um simbolismo específicos, representando diferentes níveis de sacralidade e proximidade a Deus.

Os elementos arquitetônicos do Templo de Salomão refletem influências de outros templos do Antigo Oriente Próximo. Sua construção envolveu o uso de pedra, madeira de cedro e ouro. As fundações e paredes eram compostas por blocos de pedra, enquanto a madeira de cedro era empregada para vigas, telhados e pavimentos. O ouro, símbolo de divindade, adornava várias partes do templo, incluindo suas paredes, mobiliário e objetos sagrados. Além disso, o uso de materiais preciosos e técnicas de construção avançadas sublinhava a grandiosidade e a sacralidade do templo, destacando-o como uma obra-prima da engenharia e da arte da época.

O templo apresentava elementos únicos no seu design, incluindo duas colunas independentes e massivas conhecidas como Jachin e Boaz. As paredes do Templo de Salomão eram decoradas com intrincados entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas, adicionando uma dimensão artística à sua grandiosidade. Esses detalhes não eram meramente decorativos, mas carregavam significados simbólicos profundos, refletindo a cosmologia e a teologia israelita. As colunas Jachin e Boaz, por exemplo, eram vistas como guardiãs do templo e símbolos de estabilidade e força.

Debate Acadêmico e Significado Cultural

A autenticidade da narrativa bíblica sobre a construção do Templo de Salomão continua a ser objeto de escrutínio por parte de acadêmicos e historiadores. Enquanto alguns defendem que o templo descrito na Bíblia Hebraica representa uma realidade histórica, outros sustentam que é uma construção literária e teológica que amalgamou diversos conceitos religiosos e eventos históricos. Este debate reflete as complexidades da história antiga e a dificuldade de separar o mito da realidade.

O Templo de Salomão é uma peça fundamental no quebra-cabeça da história e da fé, continuando a desafiar-nos com questões não resolvidas e a inspirar a nossa busca incessante pelo conhecimento e compreensão das nossas raízes culturais e espirituais. Sua importância transcende o tempo e permanece uma fonte inesgotável de investigação e reflexão. O templo não é apenas um monumento do passado, mas um símbolo duradouro de fé, identidade e continuidade cultural, que ressoa profundamente nas tradições religiosas e filosóficas até os dias de hoje.

O Simbolismo do Templo de Salomão na Maçonaria

Na Maçonaria, o Templo de Salomão é reverenciado como um símbolo de grande significado espiritual e filosófico. Esse simbolismo é incorporado em rituais maçônicos, lições de moral e ensinamentos esotéricos transmitidos de geração em geração. A maçonaria vê o templo como um modelo de perfeição espiritual e moral, cuja construção e destruição simbolizam a jornada de autoconhecimento e redenção dos maçons.

Arquitetura e Design

A arquitetura única do Templo de Salomão, com suas colunas Jachin e Boaz e intrincados entalhes, é frequentemente utilizada para representar os princípios maçônicos de estabilidade, força e beleza. Sua estrutura tripla, dividida em alpendre, Santo Lugar e Santo dos Santos, é vista como uma metáfora da jornada maçônica em busca da iluminação espiritual. Essa divisão simboliza os diferentes estágios da vida e da iniciação maçônica, onde cada passo é um avanço em direção à compreensão e ao aperfeiçoamento moral e espiritual.

União de Diversas Tradições

O Templo de Salomão, devido à sua importância nas três principais religiões monoteístas, simboliza a unidade espiritual e a compreensão mútua na Maçonaria. Os maçons são encorajados a respeitar todas as crenças e a promover a tolerância religiosa. Este respeito pela diversidade espiritual reflete o ideal maçônico de fraternidade universal e a busca por um entendimento comum entre todas as tradições religiosas e filosóficas.

Construção e Trabalho Coletivo

A narrativa da construção do Templo de Salomão envolveu um esforço coletivo, reunindo habilidades e recursos de muitos. Da mesma forma, a Maçonaria enfatiza o trabalho coletivo, a fraternidade e a colaboração na busca da sabedoria e do autoaperfeiçoamento. Esse esforço conjunto simboliza a importância da cooperação e do suporte mútuo na realização de grandes obras, tanto no contexto material quanto espiritual.

A Herança Histórica e Cultural

Além do seu simbolismo, o Templo de Salomão também tem uma rica herança histórica e cultural na Maçonaria. Os maçons valorizam a história e a filosofia por detrás da construção do templo como um exemplo de dedicação à fé e à busca do conhecimento. Estudar o Templo de Salomão permite aos maçons conectar-se com as antigas tradições e refletir sobre os princípios éticos e espirituais que ainda são relevantes nos dias de hoje.

Templos Maçônicos Inspirados em Salomão

Em muitos países, os templos maçônicos foram construídos com influências arquitetônicas do Templo de Salomão. Esses edifícios servem como locais de reunião e cerimônias maçônicas, mantendo viva a conexão simbólica com a antiguidade. A arquitetura desses templos modernos frequentemente incorpora elementos simbólicos e estéticos inspirados no Templo de Salomão, reforçando a continuidade histórica e espiritual entre as práticas maçônicas antigas e modernas.

Ritualismo e Educação

Os rituais maçônicos frequentemente fazem referência ao Templo de Salomão, incorporando sua história e simbolismo nas cerimônias. Essa prática ajuda a preservar o conhecimento e a moral transmitidos pelos construtores originais do templo. O estudo e a reflexão sobre esses rituais permitem aos maçons aprofundar sua compreensão dos ensinamentos filosóficos e esotéricos da maçonaria, enriquecendo sua jornada de autoaperfeiçoamento.

Continuidade do Legado

A Maçonaria, como uma fraternidade multicentenária, tem o dever de preservar e transmitir o legado do Templo de Salomão. Os maçons são incentivados a estudar a história do templo e a refletir sobre os princípios que ele representa. Esse compromisso com a preservação do legado do templo reflete a continuidade das tradições maçônicas e a importância de manter vivos os ideais de sabedoria, moralidade e fraternidade.

O Templo de Salomão permanece como um farol de sabedoria, moralidade e fraternidade na Maçonaria. Seu simbolismo e significado profundo continuam a inspirar os maçons em todo o mundo, lembrando-os dos princípios eternos que guiam a sua jornada espiritual e filosófica. Este legado duradouro reforça a conexão entre a maçonaria e as antigas tradições espirituais.

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O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

O QUE UM APRENDIZ ESPERA DE SEUS MESTRES

LuCaS


Entrar para a Maçonaria envolve preencher formulários, tirar retratos, obter certidões e ter sua vida minuciosamente investigada. Isso representa a primeira etapa a ser superada. Sendo aceito, a iniciação ocorre. Uma vez neófito, vislumbra-se um mundo novo, onde a observação, a curiosidade e a leitura reflexiva são fundamentais para começar a desbastar a pedra bruta que somos nós mesmos.

O aprendiz é como uma criança que entra no mundo e começa seu aprendizado com o balbuciar das primeiras palavras e, mais adiante, na intensa observação e imitação do comportamento de seus pais.

Meus. Irmãos, o aprendiz tem como mãe sua loja e como pai, seus mestres. Começa então uma longa jornada onde, a cada dia, lições de vida e fagulhas filosóficas lhe são transmitidas durante a abertura, transcorrer e fechamento dos trabalhos. Nos primeiros meses, o aprendiz começa a criar "calo nas mãos" e percebe que desbastar a pedra bruta é uma tarefa desconfortável que exige esforço físico e mental considerável. Neste momento, a ajuda providencial dos mestres da loja é essencial para evitar que o desânimo e a descrença se instalem, ensinando-lhe a posição correta do corpo e o modo mais eficaz de usar o cinzel e o maço. Sem isso, o aprendiz começará a conviver com a dúvida e a contestação, resultantes da falta de postura maçônica de alguns membros da loja, quer na ritualística, quer na aplicação pessoal. Ou seja: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

O aprendiz vê em seus mestres o modelo "daquele mestre" que segue o ritual; pois imagina que estes já estão completamente polidos, já transpuseram os mais altos degraus da escada de Jacó e, quem sabe, muitos já navegam em águas profundas dos oceanos filosóficos.

Sabemos que a maçonaria é uma instituição secular com suas origens na névoa dos tempos. Será que foram esses maçons do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” que preservaram todo esse manancial de sabedoria que chegou até nós? Certamente não! O G:.A:.D:.U:. encarregou-se de separar o trigo do joio, e somente aqueles maçons que suportaram e ainda suportam o peso do estandarte da maçonaria foram e serão os escolhidos para a perpetuação da Arte Real.

Os maçons de outrora eram detentores de conhecimentos eternos e praticavam uma maçonaria viva, onde os esplendores dessa ciência superavam os mais cépticos.

E agora? O que faremos nós, maçons modernos, para perpetuar este trabalho secular, sabendo que faltam homens da estirpe de um Pitágoras, de um Platão, de um Jacques De Molay e de um Gonçalves Ledo?

Meus. Irmãos, para isso acontecer, basta que cada um de nós seja maçom em toda a plenitude da palavra, praticando na loja e, principalmente, no mundo profano, a verdadeira maçonaria explícita em nossos rituais.

Se isso for feito, teremos uma maçonaria forte, idealista e sem contrastes, onde aqueles maçons do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não encontrarão morada em nossas colunas, pois serão consumidos pela superior vibração da consciência de liberdade, do amor à pátria e do sentimento de fraternidade humana.

Por conseguinte, aquele aprendiz não terá mais desânimos nem descrenças, pois o bálsamo para o ferimento de suas mãos é o exemplo de seus mestres.

TFA

 Linha do Tempo das Gerações e o Papel da Maçonaria

LuCaS

No início do século XX, a humanidade vivia uma era de grandes transformações. De 1900 a 1920, a Geração Lost enfrentava os desafios trazidos pela Primeira Guerra Mundial e pela Grande Depressão. Este período de incerteza e dificuldade moldou uma geração marcada pela busca de estabilidade e renovação. A maçonaria, já estabelecida como uma organização influente, desempenhou um papel significativo ao fornecer uma rede de apoio fraternal e recursos para seus membros durante esses tempos difíceis.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e o início da Segunda Guerra Mundial, a Geração Baby Boomers começou a surgir entre 1920 e 1945. Esse período de crescimento populacional e prosperidade econômica pós-guerra trouxe consigo uma nova onda de otimismo. A maçonaria continuou a expandir-se, influenciando líderes e políticas em várias partes do mundo. A fraternidade foi um ponto de encontro para discussões e decisões importantes que moldaram o futuro das nações.

De 1946 a 1964, os Baby Boomers alcançaram a maioridade em uma época de rápido desenvolvimento tecnológico e mudanças sociais. Este período viu o auge da Guerra Fria e a corrida espacial. A maçonaria, com sua tradição de encorajar a busca pelo conhecimento e a liberdade de pensamento, teve um papel relevante ao promover o intercâmbio de ideias entre indivíduos de diferentes áreas e culturas. A fraternidade ajudou a fomentar um ambiente de inovação e progresso.

A Geração X, nascida entre 1965 e 1980, cresceu em um mundo que se tornava cada vez mais globalizado e digital. Durante a Guerra do Vietnã e o fim da Guerra Fria, esta geração foi marcada pela independência e pelo questionamento das normas tradicionais. A maçonaria adaptou-se a esses tempos, oferecendo uma plataforma para o diálogo aberto e o engajamento cívico. Os maçons dessa geração ajudaram a mediar conflitos e promover a paz em um mundo em mudança.

Entre 1981 e 1996, a Geração Millennials cresceu durante a era digital, experimentando a transição para a internet e a explosão das tecnologias de informação. Esta geração, muitas vezes caracterizada por sua conectividade e consciência social, encontrou na maçonaria um espaço para explorar valores de fraternidade e altruísmo em um mundo cada vez mais interconectado. A maçonaria continuou a ser um ponto de encontro para discussões sobre ética, tecnologia e responsabilidade social.

A Geração Z, nascida entre 1997 e 2010, é composta por nativos digitais que cresceram com a internet, smartphones e redes sociais como partes integrais de suas vidas. Para esta geração, a maçonaria representa uma oportunidade de se conectar com tradições históricas enquanto exploram novas maneiras de aplicar os valores maçônicos em um mundo digital. A fraternidade adaptou-se ao uso de tecnologias modernas para manter-se relevante e acessível às novas gerações.

Finalmente, a Geração Alfa, nascida a partir de 2010, está crescendo em um mundo dominado pela inteligência artificial e tecnologias emergentes. Esta geração terá desafios e oportunidades únicos, e a maçonaria continuará a evoluir para fornecer suporte e orientação. Através de sua longa história, a maçonaria tem sido uma constante, oferecendo uma base de valores e comunidade que transcende gerações e mudanças tecnológicas.

- Desde 1900 até hoje, cada geração enfrentou seus próprios desafios e mudanças, e a maçonaria desempenhou um papel significativo em fornecer apoio, promover o conhecimento e adaptar-se às transformações sociais e tecnológicas. A fraternidade tem sido uma ponte entre o passado e o futuro, mantendo seus princípios essenciais enquanto abraça o progresso.

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LOJA MÃE

  LOJA MÃE (PALESTRA)   Venerável Mestre, presidente desta sessão, Veneráveis Mestres das demais Lojas e Potências aqui presentes, Ofici...